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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Assalto a Londres

Não vi o trailer, mas o cartaz do filme, com três grandes nomes - Aaron Eckhart, Gerard Butler e Morgan Freeman -, captou a minha atenção. A Mula foi ver o filme Assalto a Londres e apesar de ter gostado, de um modo geral, conclui que é um filme igual a tantos outros - dentro do estilo - sem grandes surpresas nem muitos "wwwooooss!!!".

 

Assalto a Londres é a sequela do filme Assalto à Casa Branca - apesar de na altura desconhecer esse facto - e retrata a história de Mike Banning (Gerard Butler), cuja missão é proteger o presidente dos Estados Unidos da América (Aaron Eckhart) de um ataque terrorista em Londres, cuja missão era aniquilar os principais presidentes do mundo, que se juntariam, devido ao suposto falecimento do Primeiro Ministro britânico.

 

Apesar do filme ter como cenário principal Londres, Assalto a Londres é um filme tipicamente americano, e não querendo ser spoiler, não é um filme muito diferente do seu antecessor - Assalto à Casa Branca - nem muito diferente do filme Ataque ao Poder. É um filme que começa de forma lenta e relativamente aborrecida, até a história ser enquadrada, mas que com o desenrolar, cativa pela ação constante, apesar de ter um final expectável, e sem surpresas. É acima de tudo um filme que vem colocar, uma vez mais, em causa as questões da corrupção, da traição, da falha dos sistemas de segurança nacional e da facilidade com que se ataca um país, e se mata centenas de pessoas inocentes, cuja guerra não lhes pertence.

 

O filme tem uma boa dose de humor - apesar do cenário em que ocorre - e vale pela ação em si. Está longe de ser um filme espectacular. Mas é um bom filme para ir ver a um domingo à tarde, em família, como é o caso, doente, e com o tico e o teco congestionados, onde não lhes poderia ser exigido que pensassem muito. Tem algumas falhas, um bocadinho como aconteceu, e critiquei, n' O Renascido, as personagens parecem imortais e sobrevivem a alguns ataques de uma forma exímia, e a andarem pelo seu próprio pé - apesar de as quedas originarem fracturas graves aos mais comuns dos mortais - como se nada lhes tivesse acontecido. Os factos e as gravatas, como é habitual nestes filmes, saem direitinhas para a cruzeta sem um único rasgão e apenas um pouco empoeiradas.

 

Apesar de ser um filme banal, suscitou-me, questões existenciais importantes: Há vidas que valem mais que outras? Por que é que se deve salvar a vida de uma só pessoa - neste caso, do presidente - mesmo que para isso se tenham de matar centenas e centenas de pessoas? Sabendo que estas questões ultrapassam o grande ecrã e são vivenciadas por muita gente na vida real, são questões que me atormentam e me revoltam. Porquê fazer pessoas inocentes pagarem por erros que não cometeram? Violência só gera mais violência...

 

Confesso que estes filmes me assustam, na medida, em que parece sempre muito fácil despoletar ataques altamente destrutivos - como este - e temo até, que este estilo de filmes possam fornecer ideias aos terroristas - ainda que ache que ideias é coisas que não lhes deva faltar.

 

Gostaria de chamar a vossa atenção para um pormenor... O realizador do filme é Babak Najafi, realizador de nacionalidade iraniana-sueca. E posto isto, não sei se me sinto muito confortável com a ideia de um refugiado do Irão - que fugiu aos 11 anos devido à guerra Irão-Iraque - realizar um filme sobre ataques a Londres, com o intuito de atacar o presidente dos Estados Unidos da América, motivados por uma vingança de um paquistanês... E não é querer ser racista ou preconceituosa... É só que... "coise". É estranho.

2 comentários

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    Mula 14.03.2016

    Eles matam muitos, e os muitos não os matam a eles... ahahahaha e assim se resumem estas histórias. O que eu gostei neste, foram os cenários. Habituada a ver filmes americanos com cenários americanos, gostei de ver cenários que conheço e por onde já andei a pé...
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