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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Rubrica Semanal - Física o Química dos Despistaos

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Na semana passada não interpretei - salvo seja - nenhuma música. Esta semana, para vos compensar, trago uma música que poucos conhecerão. Por isso, trago-vos um conhecimento novo. Agradeçam-me, vá lá!

 

A rubrica semanal de interpretação de músicas, pretende, esta semana, divulgar uma música de um grupo que há muito sigo, mas muito pouco conhecido em Portugal: Despistaos. Espero que gostem tanto quanto eu!

 

 

 

Como podem confirmar, esta é uma música que a todos lembrará, certamente, a nossa adolescência. Amores proibidos, chatices amorosas, esta música lembra-nos de tudo um pouco. Começando...

Ni me escondo ni me atrevo / Ni me escapo ni te espero / Hago todo lo que puedo / Pa' que estemos juntos / Cada vez me importan menos / Los que piensan que no es bueno / Que haga todo lo que puedo / Pa' que estemos juntos

Dois jovens, provavelmente bastante novos, e ainda sem consentimento dos pais para namorar, fazem de tudo para estarem juntos. No entanto, são um casal provavelmente popular, e que causarão alguma inveja, e por isso existe alguma má língua envolta destes para os separar, no entanto, eles não se importam com isso, e fazem de tudo para se manterem unidos.

Medicina alternativa/ Tu saliva en mi saliva / Es física o química / La mitad de lo que hemos vivido /Hace más ruido / Que el ruido de un cañon / Y un corazon de hielo herido / Se ha derretido en su colchon

Como já devem ter reparado, estas estrofes representam o refrão, e são estas que se vão repetindo ao longo da música. Neste refrão, este jovem casal, associa a sua relação à ciência, na medida em que há trocas de fluidos e jiga-jogas e cenas desse género, o que até demonstram, que apesar de estarem apaixonados que até estão minimamente atentos às aulas, pelo menos, nas partes que lhes interessam. Neste refrão, podemos também relembrar como tudo era vivido intensamente, e parecia que tudo o que acontecesse naquela altura nos iria definir enquanto pessoas.

Ni me miras ni te quiero/ Ni te escucho ni te creo / Pero siento que me muero / Cuando os veo juntos / Cada vez me importas menos / O eso digo cuando debo / O que sienta que me muero / Cuando os veo juntos

Na última estrofe - antes de iniciar o refrão repetidamente - podemos perceber como nos sentíamos quando o nosso amor não era correspondido, e quando tínhamos que ver a pessoa de quem gostávamos a "dar a volta à escola" com outra pessoa, que não nós. Uma vez mais, achávamos que isso iria ser o fim do mundo, que nunca mais iríamos voltar a amar alguém - como se já soubéssemos, realmente o que era isto do amor.

 

Posto isto, confesso que fiquei com algumas saudades de regressar a estes tempos e viver os meus dramas amorosos, escusado será dizer que fui quase sempre a menina que ficava a ver os outros a darem a "volta à escola" com as outras. E contrariamente ao que julgava na altura, sobrevivi, não sou traumatizada - pelo menos, não por isso - e consegui - adivinhem lá... - voltar a amar. Agora os meus dramas são bem reais: trabalhar, contas para pagar, responsabilidades, responsabilidades, responsabilidades.

 

Se os adolescentes soubessem o que os espera na adultez, acho que dramatizariam menos, e tentariam ficar ao máximo nessa fase.

 

See you*

 

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