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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Primeira dose...

Check!

Sim, só ainda tomei a primeira dose. Sim, eu sou culpada daquilo que me acusaram no centro de vacinação: Sou uma fugitiva! Mas também para que fique registado, tomei a primeira dose sob protesto! 

 

Não, eu não sou contra as vacinas, nem nada que se assemelhe. Sou contra o covid, apenas e só. Mas não ser contra as vacinas não significa que as queira para mim - também não sou contra as calças à boca de sino, e no entanto isso não entra no meu armário! -, porque considero que não há estudos suficientes das mesmas, e ninguém sabe muito bem ao certo quais os efeitos que estão a criar, seja a curto ou a longo prazo e para além do mais, eu vi o filme Eu sou a Lenda, eles também achavam que tinham encontrado a cura para o cancro e vejam no que deu... Ah e tal é filme! É filme, mas sempre me ensiram que a ficção imita a realidade. Estão a perceber bem o problema?

 

Mas, agora falando bem a sério, pensem comigo:

 

Se é verdade que não estamos tão mal deste a vacinação em massa - e os números falam por si -, também é verdade que a serem verdadeiros os dados que nos dão, e esses dados a 1 de Dezembro reportam que 87,8% na população portuguesa já está vacinada com pelo menos as duas doses, este tipo de medidas e proibições e afins só vêm reforçar a ineficácia da vacina. Porque se fosse eficaz, os números covid estariam bastante diferentes e não seria necessário as pessoas apresentarem certificados e testes para acederem a determinados bens e serviços.

 

Então se é assim tão ineficaz, Mula, porque a tomaste?

 

Primeiro, porque os vacinados, apesar de poderem andar aí a passar covid na mesma como se não houvesse amanhã são uns priveligiados... E basicamente vacinei-me porque não quero viver como um ermita - já que agora para tudo e mais alguma coisa tenho de ter certificado ou testes negativos, e testes à covid gratuitos são apenas 4 por mês e não tenho dinheiro para sustentar farmácias - e tenho de vos confessar que o que mais pesou na minha decisão foi o facto de me "tirarem" o ginásio. Não tiraram, porque posso fazer testes para ir, e assim farei enquanto não tiver certificado digital. AS MINHAS AULAS DE ZUMBA À TERÇA E QUARTA NINGUÉM MAS TIRA! E basicamente é isto... o meu amor pela zumba é tanto que me vacinei por ela. Podia ser por amor a um moço esbelto, moreno de olhos verdes? Podia... Mas não, foi mesmo por amor à zumba...

 

A modos que é isto...

 

Andei a caminhar por entre as gotas de chuva, e agora encurralaram-me. Bem jogado, Costa, bem jogado! Aceito a derrota: Costa 1 - Mula 0.

6 comentários

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    Mula 03.12.2021

    Não podemos só olhar para nós próprios? Mas se és centista sabes que a vacina é só para nós próprios... Eu vacinada tenho a mesma probabilidade de contagiar alguém do que eu não vacinada... No máximo os sintomas, se eu apanhar covid, serão mais ligeiros, ainda que hajam estudos que apontem que na realidade nem isso. Sugiro-te a leitura deste artigo: https://www.dn.pt/sociedade/estudo-aponta-pico-de-carga-viral-similar-entre-vacinados-e-nao-vacinados-14267675.html

    E se as novas variantes surgirem devido às vacinas? É que sempre que colocamos um químico a proteger o nosso organismo estamos a criar virus e bactérias cada vez mais resistentes, cada vez mais inteligentes que se mutam para escaparem a esses mesmos químicos...

    Não tenho medo da vacina por poder estar um dia ou dois doente... Longe disso. Já estive tantos dias doente este ano que é mais dia menos dia. Tenho mais medo de daqui a uns anos ter outros problemas porque fui obrigada a injectar algo que naõ desejava quando posso ou não vir a apanhar covid.
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    Sofia 03.12.2021

    Não não, Mula, a vacina não é só para nós próprios. É também para proteger aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde (imunossuprimidos, por exemplo). Mesmo que a carga vital seja igual, uma pessoa sintomática transmite mais que uma pessoa não sintomática (por exemplo, através da tosse).

    "É que sempre que colocamos um químico a proteger o nosso organismo estamos a criar virus e bactérias cada vez mais resistentes, cada vez mais inteligentes que se mutam para escaparem a esses mesmos químicos..."

    Se o teu problema são os "químicos", aposto que não tomas nem um Benuron que seja. Mas a questão nem sequer é essa. Tirando os excipientes que garantem a estabilidade da vacina, estas não funcionam por "químicos". Funcionam através da apresentação de partículas do vírus – ou, no caso das vacinas de mRNA, pela apresentação do código genético do vírus – para que o sistema imunitário consiga reconhecer o vírus a sério quando este aparecer e atacar muito mais depressa – antes que surjam os sintomas.

    Não, isso não vai tornar os vírus mais inteligentes. Depende de vírus para vírus, mas existe maior risco de os vírus criarem resistências se os deixarmos reproduzir-se livremente. As mutações ocorrem durante a reprodução do vírus. Se ele for devidamente combatido, reproduz-se menos, logo, muta-se menos.

    E torno a repetir, não existem relatos de danos provocados por vacinas de qualquer espécie a longo prazo.
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    Mula 03.12.2021

    Eu só acho que se fosse assim tão preto no branco não existira tanto problema à volta das vacinas... E não existiram países na Europa com tão baixa taxa de vacinação... Acho também que se fossem assim tão isentas de consequências as duas médicas que me acompanham me teriam tentado convencer a vacina, e isso não aconteceu... Acho tudo isso muito estranho. Não sou, tal como referi contra as vacinas, de forma alguma, só considero que não há estudos suficientes para uma vacinação em massa... E a comunicação social também não ajuda a ganhar esta confiança.
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    Sofia 03.12.2021

    O estudo mais importante é este: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/paises-europeus-com-maiores-taxas-de-vacinacao-sao-os-que-registam-menos-mortes-por-covid-19. Os países mais vacinados são os que têm os melhores números. Não é o único fator, mas é um fator importantíssimo. É uma questão de risco vs benefício. O risco não é nulo (e isto é válido para qualquer medicamento ou procedimento médico), mas, como já me fartei de dizer, não existe prova de que as vacinas não sejam seguras. Além disso, os benefícios estão à vista de todos.

    Mas concordo que a Comunicação Social não tem ajudado. Nesta altura eles estão mais interessados em clickbait do que em informar. E as redes sociais ainda são piores.
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    Catarina 03.12.2021

    Sofia, foste mesmo ao cerne da questão. A comunicação social traz tanta desinformação que não me admira que haja pessoas com medos infundados de vacinas e afins. Ir ler um artigo científico e olhar para factos não é propriamente algo que o ser humano comum faça, mas os media podiam tentar ajudar em vez de desinformar.
    Mula, o mRNA do vírus que te foi injectado "deu ordem" o teu corpo para produzir anticorpos que reconheçam a proteína spike do vírus (que permite a entrada do vírus nas nossa células). Se a vacina tiver algum efeito adverso (e todas podem ter), ele será sentido nos dias seguintes à vacina. Não terás qualquer vestígio da vacina em si no organismo passado umas semanas!
    Mais uma coisa: ter carga viral igual entre vacinados e não vacinados não significa que a taxa de mortalidade seja igual entre vacinados e não vacinados. Não é.
    E pronto, por aqui me fico, mais aliviada que já estejas vacinada, por ti e pelos que te rodeiam!
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