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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Maria, conta-me histórias da música que eu ouvi!

A Maria pôs-se a jeito e a Mula não resistiu e convidou-a para nos contar uma história sobre uma música à sua escolha. A escolhida foi a Somewhere only we know dos Keane, a acreditem em mim quando vos digo que nunca mais vão ouvir esta música da mesma maneira.

 

Antes de mais, quero agradecer à Maria a sua pronta participação, e pedir-lhe perdão pelo desaparecimento dos restantes fios escuros que jaziam na sua cabeleira. Obrigada, Maria!

 

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Esta música dos Keane é uma daquelas raridades que, ainda que as rádios insistam em passar vezes e vezes sem conta, não se consegue enjoar. Não enjoei em 2004 e 13 anos depois, ainda me sabe muito bem ouvi-la...

 

Graças à Mula, finalmente prestei atenção à letra, e não pude ficar mais espantada com o que descobri.

 

 

 

A música retrata a viagem  de um grupo de células adiposas escorraçadas, de uma barriga onde viviam há anos, por uma lipoaspiração! A busca por um novo estado inicia-se em território claramente deserto. Apesar de serem caminhos anteriormente conhecidos, a idade pesa e é impreterível encontrar uma barriguinha de confiança o quanto antes!

 

I walked across an empty land

I knew the pathway like the back of my hand

I felt the earth beneath my feet

Sat by the river, and it made me complete

Oh, simple thing, where have you gone?

I'm getting old, and I need something to rely on

 

A dúvida persiste, para quando assentar arraiais em barriga alheia. É que a gordura pesa, o que faz com que o grupo de viajantes esteja já cansado da busca

 

So tell me when you're gonna let me in

I'm getting tired, and I need somewhere to begin

 

Finalmente, algo de familiar. Não os abdominais de outrora mas uns muito parecidos. E parecia um sonho… Apesar disso, tudo o que parecia simples desapareceu, e com o passar do tempo é ainda mais difícil confiar.

 

(A  culpa é da oferta das clínicas de estética... como garantir que se procura umas coxas ou uma anca de alguém que não as vai arrancar à facada?...)

 

I came across a fallen tree

I felt the branches of it looking at me

Is this the place we used to love?

Is this the place that I've been dreaming of?

Oh, simple thing, where have you gone?

I'm getting old, and I need something to rely on

 

Ei-la! Finalmente o nosso grupinho, já estafado, tem uma visão! Uma criatura roliça sentada numa esplanada a deliciar-se com um crepe cheio de gelado e 100 toppings, o alvo perfeito! Numa 1ª avaliação pensam rondar os 40. Hmmm metabolismo mais lento. E convidam-se à bruta:

 

So tell me when you're gonna let me in

I'm getting tired, and I need somewhere to begin

 

Sem rodeios o desafio para uma ida a um sitio que só eles conhecem.

 

Sei de fonte segura quais as hipóteses, as mesmas só não estão referidas na música por questões de publicidade. Abaixo completo com os vários locais possíveis:

 

And if you have a minute, why don't we go (ao Macdonalds)

Talk about it somewhere only we know? (na Häagen-Dazs)

This could be the end of everything

So why don't we go (ao KFC)

Somewhere only we know? (à tasca da esquina virar uns torresmos)

 

Como qualquer relação recente esta também carece de reforço, e as nossas Células Gordinhas insistem no re-começo:

 

Oh, simple thing, where have you gone?

I'm getting old, and I need something to rely on

So tell me when you're gonna let me in

I'm getting tired, and I need somewhere to begin

 

E desta feita os desafios

 

And if you have a minute, why don't we go (Pizza Hut)

Talk about it somewhere only we know? (Telepizza)

This could be the end of everything

So why don't we go? (à roulotte das bifanas)

So why don't we go? (comer o melhor bolo de chocolate do mundo)

This could be the end of everything

So why don't we go (beber umas jolas)

Somewhere only we know (uma qualquer pastelaria)

Somewhere only we know (ao supra sumo das charcutarias)

Somewhere only we know?

 

Não ficando explícito posso-vos garantir: Nesta canção biográfica, o grupo de células assentou arraiais, já se multiplicou e somos hoje uma grande grande família! »

 

 

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Eu não sei se vocês têm noção mas... Eu posso bem ter sido a "criatura roliça sentada numa esplanada a deliciar-se com um crepe cheio de gelado e 100 toppings" por isso é bem possível que esta música seja sobre as minhas queridas células adiposas! Perdoem-me células, nunca pensei que tinha sofrido tanto para me encontrarem! Afinal sempre há lá fora amor eterno e às vezes nós é que não o deixamos entrar!

 

Este amor é para sempre, confiem em mim, que eu nunca, mas nunca, mas nunca arrancarei as minhas coxas à facada [a menos que me saia o euro-milhões e eu tenha dinheiro suficiente para o fazer mas também... qual é a probabilidade disso vir a acontecer?]

 

Para a semana, outra música, outra história! Fiquem atentos, e fiquem desse lado para que se divirtam tanto quanto eu!

 

 

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Têm uma história engraçada sobre uma música e gostariam de a partilhar connosco? Mandem a vossa história para desabafosdamula@hotmail.com e a história será partilhada aqui nos Desabafos da Mula assim que possível.

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