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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Livro Secreto II #13 Palestina de Hubert Haddad

Chegou aqui a casa mais um livro secreto e mais uma vez chegou um livro que nunca tinha ouvido falar, sobre um tema que eu conheço tão, mas tão mal que confesso que me dificultou bastante a interpretação deste livro. Vamos então ver o que eu achei do livro Palestina de Hubert Haddad.

 

 

Palestina retrata a história de um homem e militar israelita, Cham, que é capturado na Cisjordânia e levado por um comando palestiniano para servir como moeda de troca. Ao perceberem que ninguém dá pela sua ausência, o que significa deixar de servir como moeda de troca, o comando pretende matá-lo mas Cham consegue escapar. Ferido e em estado de choque Cham perde a memória e é acolhido por duas palestinianas: Asmahane viúva cega que perdeu recentemente o filho Nessim e Falastìn sua filha que é totalmente o oposto da mulher árabe, com uma personalidade forte e de grande resistência. E é assim que Cham, graças a estas duas mulheres, passa a ser Nessim para poder viver minimamente em segurança. Claro que em todos os romances há uma história de amor e é quando Cham/Nessim se apaixona por Falastìn que a sua vida ganha um novo objetivo: Ficar perto de Falastìn. Mas viver um amor em altura de guerra é tudo menos fácil. É pelos olhos de Nessim e Falastìn que percebemos todo o horror deste confronto e as dificuldades que os povos vivem com todas as atrocidades que contra inocentes são cometidas diariamente.

 

Confesso que tive muitas dificuldades em compreender o livro. O livro é pequeno mas a escrita é densa e por vezes complicada e confesso que diversas vezes não entendi o que se estava realmente a passar. Por essa razão não foi um livro que apreciei ler apesar da história envolvente ser triste, chocante e comovente. Apesar de tentar passar uma mensagem de esperança e de demonstrar todo o horror que estas pessoas vivem durante a Guerra entre Israel e a Palestina.

 

Destaco no entanto o facto do livro demonstrar a capacidade de que as pessoas têm de esperança apesar de viverem em condições desumanas e totalmente privadas do seu bem mais precioso: A liberdade, e o sentimento de pertença.

 

O que mais gostei foi do facto do autor não se colocar em nenhuma das posições e ser da posição a paz demonstrando que todos estão errados neste conflito e que as únicas vítimas verdadeiras são os civis que todos os dias são bombardeados, capturados e torturados.

 

Senti no entanto que me faltou contexto, essencialmente para poder tirar as minhas próprias ilações e as minhas próprias conclusões acerca do que nos era retratado, ainda que a mensagem que pretende passar captei na perfeição: numa guerra todos são culpados.

 

Apesar de não ter aproveitado devidamente a leitura do livro, essencialmente por me sentir tantas vezes perdida e confusa, recomendo a leitura do mesmo a quem o tema interessar.

 

Boas Leituras!

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