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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

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Livro Secreto #2 Lua-de-Mel em Paris de Elizabeth Adler

Terminei no Domingo, o segundo livro do Livro Secreto que me calhou na rifa. Desta vez, terminei a leitura do mesmo no limite da entrega, porque quis terminar de ler o livro anterior, mas nada como uma tarde dedicada à leitura para não falhar os prazos.

 

Confesso que é estranho, ler um livro que não desejamos ler. Custa, inicialmente pegar nele, folheá-lo, pelo simples facto de que não o escolhemos ler, essencialmente quando os mesmos não vão de encontro aos nossos gostos literários.

 

Uma vez mais, li um livro escrito por uma mulher:

 

 

Se não fosse o desafio do Livro Secreto promovido pela M.J. nunca leria tal livro. Nem este, nem provavelmente outro livro da autora, porque simplesmente não faz o meu género de leitura, mas quem sabe se não voltarei a ler Elizabeth Adler, uma vez que tem uma escrita que faz sonhar. Não pela história em si - que essa é relativamente expectável, como qualquer história de amor com happy ending e sem grandes surpresas -, mas pelas descrições dos cenários, que são fantásticas. Nunca fui a Paris e sinto que fiquei a conhecer Paris. Lembrei-me muito da PNLima, quando lia este livro... porque sei que é uma capital que adora... E já agora, PNLima, eras capaz de gostar deste livro, deixo-te a sugestão.

 

Lua-de-Mel em Paris é um romance, e retrata a descoberta de Lara Lewis, mulher de um importante médico, que nunca a valorizou verdadeiramente. Lara, após descobrir que o seu marido tem uma amante decide partir para Paris para se descobrir, e tentar superar uma possível separação com o marido, ou tentar uma possível reconciliação. Antes de partir em viagem conhece o jovem Dan Holland, bastante mais novo que ela, pelo qual ela se sente imediatamente atraída, e é correspondida. Parte assim com Dan para Paris, e apesar de ter um roteiro previamente preparado - que seria para fazer com o marido, e passarem por todos os lugares que outrora foram aquando da lua-de-mel - rapidamente descobrem que não há planos perfeitos, e que nada é como imaginaram que seria.

 

Do livro retiro algumas lições, que para mim são também as mensagens mais bonitas que o livro passa para o leitor:

 

- Tendemos a reter o melhor do passado, mas quando analisamos a pormenor esse passado, concluímos com alguma facilidade que as coisas não foram, afinal, perfeitas como efectivamente as recordamos. Tendemos a reprimir o que é mau, e a lembrar apenas o que ficou de bom, distorcendo por vezes as recordações.

 

- Fazer planos é importante, no entanto, não nos devemos fixar demasiado nesses planos, porque o mais certo é que saiam furados - ainda que considere que estes dois personagens tiveram demasiados azares e percalços.

 

Podia concluir com o livro que o amor vence sempre... mas isso eu sei que não é verdade.

 

Conclusão:

De um modo geral, gostei bastante do livro, é um livro romântico com uma história bonita, com final feliz. E todos nós precisamos de finais felizes de vez em quando. Acho que o li na altura certa, precisava de um final feliz neste momento...

 

O que não gostei no livro:

- O facto do livro ter narrador... Acho que já vos tinha dito que gosto de livros contados na primeira pessoa, e fico sempre com algumas dificuldades em ligar-me às personagens quando há um narrador a contar a história, é como se isso me distanciasse da história, e eu não gosto de estar distanciada, gosto de ser uma personagem também, uma personagem voyeur. Mas pronto, creio que terei de me habituar a conviver com este pequeno pormenor... até porque a maioria dos livros são narrados. Por isso, não é uma crítica, ou um defeito... é apenas uma preferência pessoal.

 

 

 

 Venha o próximo! 

 

4 comentários

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    Mula 16.02.2016

    Btw... narrada pela morte? hmmm... interessante! Acho que irei gostar de ler por uma perspetiva diferente! Já anda na minha mira há algum tempo.
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    Magda L Pais 16.02.2016

    ai que estúpida que eu sou! vou ali bater-me! o que é narrado pela morte é "a rapariga que roubava livros". E sim, é uma perspectiva diferente e muito boa
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    Mula 16.02.2016

    Então a menina que roubava livros está morta? Image
    Quis ir ver o filme ao cinema, na altura não foi possível, e fiquei com imensa curiosidade... Parece-me uma história e tanto!
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