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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Interpretação de Músicas - Como o macaco gosta de bananas de José Cid

ó menina lançou um desafio à Mula: interpretar a música Como o macaco gosta de bananas do ilustre José Cid. Foi sem dúvida um grande desafio, que implicou algum tempo de pesquisa e envolvimento, e aviso desde já que muita gente anda iludida em relação a esta música, devido a ela despertar o lado mais perverso das pessoas.  Senti, inclusive que a ó menina estaria à espera de ver algo mais indecente, por não querer acreditar que por trás de uma história tão aparentemente obvia, escondia uma história de amor tão pura... ainda que bastante invulgar. Lamento desiludir quem achava que esta música era um verdadeiro filme pornográfico mas o que verão de seguida é a verdade, nua e crua. Porque já sabem... a Mula só relata factos não se põe a inventar só e apenas porque sim.

 

 

A minha palmeira é muito porreira, eu sei.
Mas no meu deserto tu foste o oásis que achei.
Tu ficas louquinha quando eu tiro a casca á banana.
Ficas tão tontinha que a tua cauda abana.

 

Carol, a personagem principal da história, tem uma adição muito pouco comum. É viciada em bananas. E não se riam, porque é uma adição como outra qualquer, há quem seja viciado em cocaína, há quem seja viciado em heroína, há quem seja viciado em cafeína, a menina Carol é viciada em bananas. Carol é casada com Tony, que narra a história. Tony, era alguém muito solitário que vivia numa solidão profunda - daí a alusão ao deserto -  e encontrou na Carol a sua felicidade - Carol foi o seu oásis. Para ver a sua mulher feliz plantou uma palmeira, em sua casa, que não é uma palmeira, é uma bananeira, só que ele não percebe nada de botânica e acha que é tudo a mesma coisa.

 

Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.
Escondi um cacho debaixo da cama e comi, comi.
Minha macaca gira e bacana,
O teu focinho é que não me engana.
Pois se a macaca gosta de banana tu gostas de mim.
Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.

 

Tony sabe que a mulher só vê bananas à frente, e para não perder o seu amor vê-se obrigado a besuntar-se com bananas e a comer bastantes bananas para, no fundo, ser confundido com uma. Com a loucura do cheiro e pelo Tony, no fundo tornar-se numa banana gigante, a "macaca gira e bacana" fica altamente feliz e pelo focinho da mesma Tony percebe que ela gosta de o ver assim, porque no fundo, se ela gosta de banana e ele é uma banana gigante ela só poderia gostar dele. Como forma de declarar o seu amor, ainda acrescenta que ele gosta dela, da mesma maneira que ela gosta das ditas cujas.

 

Um orangotango transformou um tango num rock.
É a nova moda que põem Portugal em amok
Quem foi ao ataque foi o chimpanzé e o saguim
Minha macaquinha estão apanhadinhos por ti

 

A próxima estrofe é uma lenga-lenga destas duas almas perdidas a fazerem o amor, numa espécie de banda sonora, e basicamente quer dizer que, às vezes temos de fazer omeletas sem ovos. Ou seja, Tony até gostava de ter um relacionamento normal, no entanto ama aquela mulher e se um orangotango consegue transformar um tango num rock - que não tem nada que ver - ele também consegue ser feliz ao lado desta mulher meia louca. Tony reforça ainda que os portugueses têm a mania de terem tudo à maneira deles e que a moda é toda a gente ter tudo igual, levando as pessoas à loucura e ao síndroma de amok, que pode levar ao suicídio. Refere por isso que os diferentes e genuínos são mais felizes. Por isso mesmo ele vai lutar pela sua felicidade mesmo tendo um relacionamento diferente dos outros. Que a luta pela uniformização não é dele, é sim do chimpanzé e do saguim. Porque ele ama a macaquinha e vai ser feliz assim.

 

Dá ainda a entender que a Carol tem outros pretendentes, mas isso é puro delírio!

 

 

 

Então, ó menina, estás suficientemente convencida?

 

 

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