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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Intensidade

 

Às vezes gostava de amar as coisas com menos intensidade. Viver com menos intensidade. Sentir com menos intensidade. Gostava de relativizar mais, fingir mais, desvalorizar mais. Parece que na minha vida tem de existir sempre drama para me sentir viva. Parece que deixar de sentir, seja bom ou não, é deixar de viver, e eu adoro a vida. Mesmo quando estou na merda, eu adoro a vida.

 

Poderia atribuir estes sentimentos à tão falada TPM - de que sofro, oh se sofro! -, ou ao facto de ser mulher, ou ao facto de ser carneiro, ou simplesmente ao facto de todos estes três fatores se conjugarem de uma tal maneira que até para mim se torna cansativo. Essencialmente para mim.

 

O meu mau feitio tende a afastar as pessoas, suponho que seja difícil conviver com alguém que vive e que vê as coisas de forma tão intensa. Tendo a estragar tudo por pôr demasiadas expectativas, por exigir demais, por precisar de mais. Mas nem sempre verbalizo a deceção, a expectativa falhada. Não. As deceções gosto de as guardar para mim, mas dizem que tenho olhos demasiado transparentes, demasiado profundos. Nos meus olhos vêm tudo. Mas tantas vezes vêm tudo mas não percebem nada...

 

Sou complicada...

 

... Pior é quando complico a vida os outros.

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.