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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Cruel*

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Sabes? Preferia não saber…
Saber que ainda pensas, saber que ainda respiras e que teu coração ainda bate!

 

Sabes? Preferia que pensasses que eu não existisse, que nada sinto e que nem sequer me movo… Destino cruel o nosso: tu não existes e eu não existo. Eu não te vejo e tu não me vês! Mas ambos sofremos. Eu não te vejo nem te sinto, mas sei que sofres! Imagino as tuas lágrimas a correrem pela face de algodão… Algodão… Algodão é para crianças e eu há muito que cresci! Sabias?

 

Sabes? Preferia não saber…
Saber que ainda falas e comentas e que os outros falam sobre ti… sobre mim… Preferia a inocência há muito perdida e há muito infeliz, do que agora a consciência da felicidade aos pulos e de que nada vale! A minha vida… a tua vida… continuam as duas paralelamente perpendiculares! Eu aqui… e tu… aí, talvez!

 

Será que sim? Ou será que mentiu? Teste de resistência ou traição? Crueldade empacotada e vendida em promoção nos expositores… Que adianta parar e olhar se nada vejo? Não adianta continuar a esperar, quando há muito o relógio avançou e o tempo não parou!

 

Sabes? Preferia não saber…
Preferia não conhecer ou julgar! Preferia não amar ou odiar! Preferia tu aí e eu aqui… duas rectas paralelas sem perpendicularidades. Mas o que é matematicamente impossível é dolorosamente real!

 

Prometes-te-me um dia… lembras-te das promessas? Cruéis… tão cruéis. As promessas não existem como tu não existes e nada disto é real!

 

Sabes? Preferia não sonhar…
… A sonhar com precedentes. Sonhar com a mágoa de não te encontrar, por não existires! Por dolorosamente não existires a não ser em mim! Agora já não vale caminhar pelo vale perdido e há muito esquecido, resta-me caminhar com os pés sobre os pregos da calçada, para não aguardar que renasças das cinzas para que me desmorone outra vez e volte a perder tudo!

 

És cruel!

 

*Texto antigo

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Porque ando numa de revisitar textos antigos, partilho convosco mais um.

Este fala sobre a mágoa de um amor perdido, de juras de amor que se desvaneceram com o tempo, e do sofrimento que causou e que na altura da escrita deste texto, ainda causava. Porque há amores que nascem e morrem connosco, o importante é saber arrumá-los num cantinho do nosso coração para que consigamos prosseguir com a nossa vida sem mágoas, sem remorsos ou arrependimentos, porque crescer saudável também é isto: É sabermos viver com as nossas escolhas e sermos felizes com elas. E eu sou feliz com as minhas escolhas, mas na altura ainda não sabia.

 

E vocês, trazem amores escondidos nos vossos corações?

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.