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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Balanço de 2016

Este ano, de 2016 correu bastante mal e conta para a história da pessoa que se encontra atrás da Mula, como um dos piores anos de sempre, apesar de ter também acontecido o dia mais feliz da sua vida! Verdade, bem sei, que dizem que por morrer uma andorinha, não acaba a primavera mas a verdade é que neste ano demasiadas andorinhas morreram, e com elas me mataram um bocadinho.

 

A passagem de ano foi das piores de sempre e entre outras coisas que agora não interessam, comecei o ano novo doente, com uma gripe de morrer. Acho que foi um presságio, uma espécie de antecipação de como me iria sentir o resto do ano. Queixei-me logo desde o início de que Janeiro estava a ser horrível, e afinal Fevereiro foi ainda pior. Fevereiro fica assim marcado com a morte do meu bebé, que ainda me mói de modo doloroso cá dentro. Se 2016 ficará para sempre marcado como o ano do meu casamento, ficará também para sempre marcado como o ano em que me morreu o gato da minha vida, não sei como conciliar estes dois sentimentos cá dentro, a sério que não sei mesmo. E não me digam, por amor de Deus, que é só um gato, porque sabe toda a gente que me conhece, que não era, efetivamente, só um gato.

 

Com o aparecer dos primeiros raios de sol, começou também a surgir a esperança, parecia que as coisas se começavam a compor, mas o ano começou tão devagarinho, com sofrimento e dor, que o tempo custou realmente a passar. Este ano pareceu enorme e eterno.

 

Em Março tive de recomeçar tudo do zero a preparar o meu casamento. Que consumição! A quinta que tínhamos programado inicialmente começou a dar sinais de não ser competente e apenas a 3 meses do dito tivemos que alterar tudo. Foi também o mês de irmos ao Registo Civil e a coisa prometia ser complicada, mas afinal não foi. Mais presságios de que 2016 não foi uma boa escolha, parecia que estava tudo realmente contra nós. Mas 2016 foi, apesar de tudo o ano que escolhi para me casar, e por isso, apesar de andar numa ansiedade que só visto, foi o ano com o dia mais feliz da minha vida, e isso ninguém me pode tirar. O casamento foi lindo, perfeito, e correu tudo lindamente. Passei a lua-de-mel em sítios fantásticos, e vi coisas lindas, lindas, lindas! Isto também ninguém me pode tirar.

 

No entanto, e para ajudar à festa, 2016 foi um ano de peso em io-io, ora emagrecia ora engordava, ora me controlava ora comia que nem uma lontra, acho que nunca oscilei tanto de peso como este ano. Tentei ter o casamento como foco e motivação para ter um corpo de verão 2016... Não aconteceu.

 

2016 fica também marcado pelo numero de malucos que atendi lá na loja. Um outro presságio. Com as vendas a caírem abruptamente, os malucos começaram a fazer fila para entrar. Fica por isso também marcado pelo ano em que mais vezes perdi a paciência. Perdi-a e nunca mais a encontrei. É favor de quem a encontrar que ma devolva, se faz favor.

 

E porque um ciclo é um ciclo, 2016 termina do mesmo modo como começou: terrível. O final de 2016 fica assim marcado pela operação e má recuperação do Mulo - sim, porque ele está novamente a piorar -, pela minha perda de emprego, pelas guerra com a entidade patronal, pelas perdas de dinheiro atrás de perdas de dinheiro. Se a minha vida fosse um filme, o ciclo ter-se-ia finalmente encerrado e eu poderia ser de agora em diante feliz sem problemas nem obstáculos. Como a minha vida não é um filme, ou é, e tem um realizador com muito mau gosto, veremos como é 2017. Só espero que esta porta se feche finalmente e me deixem viver em paz!

 

Até sempre 2016! Vai e não voltes!

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