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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A Mula e os Livros

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Como é habitual, à hora do almoço, fui ao supermercado comprar o meu lanche. Como ainda tinha algum tempo fui dar uma volta pela livraria mais próxima, para ver as novidades. E lá acabei por gastar dinheiro. Não sei se é por comprar cada vez mais, mas começo a achar que os livros estão cada vez mais caros... E depois ainda se queixam que o pessoal cá em Portugal lê pouco! Só ainda não optei pelos ebooks, porque para mim não há nada como ter o livro na mão, a sensação de folhear um livro novo é quase orgásmica - vá Mula, também não exageres... ^_^.

 

A verdade é que adoro ler, mas sou muito esquisita nas leituras. Ora então vejamos como eu me relaciono com os livros.

 

 

1. Como me deixo enfeitiçar pelo livro

Para mim um livro é como as relações, primeiro há o flirt, e só depois, se correr bem é que se procede à  compra - à compra do livro, claro. Nada mais simples que flertar com um livro - tomara que com os homens fosse assim tão fácil. Pego no dito cujo, abro-o à sorte e leio um excerto dessa página. Captou-me? Compro. Não existiu qualquer química? Volta para o mesmo sítio de onde saiu. E é assim que descubro livros dos quais nunca ouvi falar, de autores que nem sabia que existiam. Dificilmente pego num livro duas vezes, porque tal como na vida, não costumo dar segundas oportunidades, ou me deixam apaixonada à primeira vista, ou não vale a pena insistir. Por alguma razão tenho livros na estante, já antigos que nunca li, e que provavelmente nunca lerei. Livros que me ofereceram, que me emprestaram, que comprei por impulso, porque diziam que era "muito bom". Tento não ser, mas às vezes sou um bocadinho influenciável.

 

 

2. Como o livro deve ser escrito

Normalmente não leio livros contados na terceira pessoa. Psicologizando, acho que esta questão poderá deixar destapar uma certa fragilidade minha, no sentido em que gosto que me dêem atenção, que falem para mim olhos nos olhos, e quando estou sozinha, são os livros que me fazem companhia, essencialmente nas viagens casa-trabalho-casa e o mínimo que exijo é que falem comigo directamente, sem intermediários. No entanto, já tive agradáveis surpresas com livros narrados, mas normalmente são mais difíceis de me convencer.

 

 

 3. Que tipo de livros leio

Sou bastante feminina no que toca à literatura, pode parecer piroso, mas é verdade. Gosto de histórias de amor, gosto de livros com saudade, com tristeza, com sentimentos de solidão, e acima de tudo, gosto de livros com finais felizes. Gosto de chorar e rir com um livro. Gosto que me transportem para momentos e situações apaixonantes, e gosto também que falem do que eu já senti, do que de certa forma e à minha maneira, também já vivi. Gosto de comparar a minha vida com a dos livros e como tal não devem ser muito fantasiados.

 

Mas já tive agradáveis surpresas. Uma vez ofereceram-me um livro de fantasia, o Estarás aí? de Guillaume Musso e apesar de ter custado a pegar o motorzinho da paixão, a meio já não conseguia parar de o ler. E se o efeito borboleta realmente existisse e pudéssemos voltar atrás e fazer tudo diferente? Foi sem dúvida um livro que me deixou a pensar.

 

Por outro lado, e sendo menos esquisita relativamente à trama, "papo tudo" o que é livros de animais, essencialmente de gatos, com gatos e sobre gatos! Querem ganhar dinheiro comigo? Escrevam um livro sobre gatos que eu compro, tirando guias, que essas informações obtenho-as de outra forma.

 

Apesar de esquisita, já li um pouco de tudo, mas há livros que definitivamente não são para mim. Não leio Harry Potter, Senhor dos Aneis, Livros de super-heróis e afins. Não sou, igualmente fã de BD, mas uma Mafalda, um Calvin and Hobbes ou uma Cathy da Cathy Guisewite, nunca me aborrecem!

 

 

4. Tempo médio de leitura de um livro de tamanho médio

O tempo que demoro a ler um livro, não é mensurável, porque posso demorar uma tarde, um dia ou até mesmos meses. Até porque por vezes interrompo leituras com outros livros, que vão ficando para trás, ou porque me desiludiram, ou porque têm trama lenta e vou perdendo o interesse. Mas de um modo geral, todos os livros que começo, mais tarde ou mais cedo, os acabo.

 

 

5. O tipo de vinculação com livros já lidos e não lidos

É total, quer num caso quer no outro. Estive durante vários anos, sem local digno para expor os meus livros, sem a minha biblioteca - como os meus professores académicos chamavam - e então começava a tropeçar neles. Estavam em gavetas que eu precisava de utilizar para outro tipo de material, ou então na cabeceira da cama, ganhando muito pó e eu ainda por cima tenho alergias ao pó... Então tive uma ideia que na altura considerei brilhante: eureka "vou vender os livros". Que ideia mais infeliz! Felizmente vendi apenas um livro. Já se passou um ano e acho que é a única coisa da qual me arrependo nesta vida. Só não desatei a chorar porque o consegui vender mais caro do que estava nas lojas, e voltei a comprar, mas tenho pena que aquele livro que agora jaz ali na minha estante, não tenha sido o livro que eu folheei. Manias, dizem vocês! Agora que tenho a minha estante, agora que tenho um espaço digno para exposição digna dos meus livros, não vendi qualquer livro, e ainda comprei livros aos meus amigos, livros que me tinham emprestado, que eu tinha adorado, livros que não era meus, mas que fui eu a folheá-los pela primeira vez e que agora são meus. Manias... ;)

 

 

E é isto, como consumidora de livros de gatos que sou, acabei por comprar o Conversas com a minha gata, de um autor espanhol que desconhecia, Eduardo Jáuregui. Deixo-vos com a capa, para quem gostar do estilo, ir namorando um pouco, mas posso-vos dizer que da minha parte foi amor à primeira vista, agora é esperar que este amor não me desiluda!

 

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2 comentários

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    Mula 27.08.2015

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