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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

4 Casamentos, 10 factos verídicos!

Como saberão, no sábado, fui uma das muitas pessoas que foi a um casamento. Digo "das muitas pessoas", porque pelo que vejo no facebook, mais de metade da população portuguesa, foi a um casamento neste sábado. Vá se lá entender o motivo.

 

Assim muito resumidamente, foi um casamento lindo, a noiva e o noivo estavam lindos e muito felizes e a comida também não estava nada má. No entanto, como todos saberão certamente, nem só do copo-de-água e dos noivos se fazem os casamentos... de que é que estou a a falar? Sentem-se confortáveis que vai começar o momento maldizer do dia.

 

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Nestes dois últimos anos, fui a quatro casamentos, e acontecem sempre coisas fantásticas, contra mim falando, atenção. Vamos lá colocar os pontinhos por tópicos para ser mais fácil e organizado, que eu gosto do curral bem arrumadinho. 

 

1. O meu cabelo e maquilhagem estão perfeitos em casa, mas só em casa.

Ou não ficassem os casamentos a 3 horas de distância da minha humilde residência. Três dos quatro casamentos que fui, ficaram, em Lisboa, perto de Lisboa e para os lados de Lisboa. Lembrem-me por favor de não voltar a aceitar ir a um casamento tão longe. Neste último, para não ser excepção, voltei a ficar toda amarrotada, despenteada, e suada... 

 

2. Há nenúfares que andam.

Constatei esta situação em todos os casamentos que fui, todos, sem excepção. Há efectivamente pessoas que se vestem de modo a parecerem autênticos nenúfares. A verdade é que nem toda a gente fica bem com "lindos" vestidos gigantes, pomposos e com cores vibrantes. Eu não fico, por exemplo! E acredito que às vezes as pessoas não vestem o que lhes fica bem, mas o que acham que gostariam de vestir... e depois o resultado é esse mesmo: nenúfares andantes. Por isso é que, e digam o que disserem, um lindo "little black dress" "fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém".

 

3. Chorões...

Eu compreendo quando um pai, uma mãe, e até ambos, chorem quando o casamento dos filhos simboliza a saída de casa dos pais. Mas neste caso, os noivos já moram há alguns anos juntos, por isso não consigo compreender a choradeira... alguém sabe? Os restantes pais dos noivos, estão perdoados, sim?

 

4. Mesas grandes e pessoas que não conhecemos de lado algum.

Tem sido habitual ficar em mesas com pessoas cuja existência desconhecia, até então, e há sempre quem se sinta obrigado a fazer conversa... tipo inclusão social... 'Bora lá falar então... mas nunca sai nada de jeito, perdoem-me! E depois como fico sempre em mesas grandes, conversar não será o termo mais correcto, porque com a música, "falar" apenas, não é audível.

 

5. Troca de sapatos.

Tão comum como existir camarão espalhado por todos os pratos. Já fiz parte deste rol, por isso aceito umas chibatadas. Mas hoje em dia, não consigo compreender. Porque se ficamos bem de sapatos rasos, o resto da noite, porque não ir de sapatos rasos sempre? Depois ainda há aquelas que insistem que aguentam os saltos a noite toda, mas acabam descalças. Eu este ano, portei-me bem, fui de salto alto, como vos tinha dito, e aguentei os saltos a noite toda, sem grande álcool - apenas um bocadinho, confesso. Mas já fui a casamentos de sabrinas, do princípio ao fim, e ninguém morreu, 'tá?

 

6. Não temos fome, mas é como se tivéssemos.

Há uma altura, que ninguém tem fome - nem existiria possibilidade de terem - mas no entanto, porque há comida em todo o lado, e se vê toda a gente a comer, come-se também. E a prova de que não estamos com fome é a confusão que acontece na nossa cabeça: ora comemos doces, ora comemos salgados, ora damos uma dentada na salada de polvo deliciosa, ora vamos a correr buscar mousse de chocolate, ora voltamos à mesa dos salgados e tiramos um pouco de leitão, ora voltamos aos doces para um bocadinho de semi-frio. Se tivéssemos fome, fome, realmente fome, iríamos inequivocamente comer salgados, mas não... nós não sabemos o que queremos comer, e muito menos se queremos efectivamente comer, mas o cérebro vê imensas coisas boas...

 

7. Só custa o primeiro passo.

É normal ouvir-se "oh, eu não danço", mas só e apenas até ao primeiro copo de vinho. Depois disso, dança, faz piruetas e até o comboinho típico dos casamentos.

 

8. Pedido de casamento, em casamentos.

Vejo constantemente apelos para que não o façam... mas parece que ainda acontece. E neste último que fui, aconteceu. Na altura de lançar o bouquet, a noiva entrega o bouquet à futura noiva, e o namorado pede-a em casamento. Atenção, achei o pedido muito bonito e coiso e tal, mas alguém que se livre de me tirar o protagonismo no dia do meu casamento. Há formas tão lindas de fazer pedidos... qual é a ideia de tirar o protagonismo dos noivos nesse dia? É que não se esqueçam que pagam balúrdios para serem o centro das atenções... sério, pensem nisso!

 

9. É tudo uma cambada de voyeurs...

O pessoal passa a vida a mandar os noivos beijarem-se... houve alturas em que temi que com tanto beijo fossem começar a pinar em cima da mesa entre o prato de peixe e de carne.

 

10. É de comer, ou é decoração?

Há quem faça verdadeiras obras de arte com a comida, essencialmente com a fruta, e às vezes fico com o receio de estar a destruir a decoração, quando desfaço um ganso, quando tiro uvas de copos de cocktail gigantes, ... Já vos aconteceu sentirem-se assim?

 

 

Entretanto, deixem-me só dizer-vos umas coisinhas, apenas relativamente a este casamento:

          - Comi o bolo de noiva, mais delicioso de sempre!

          - Não há gin mais delicioso que o meu.

          - Os fotógrafos às vezes são mais opacos que transparentes... senti-me observada, sim?

          - Continuo a adorar casamentos!

 

See you*

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