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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Operação Rapunzel #1

Consegui finalmente estancar a queda de cabelo!

 

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Comecei com a aplicação destes dois produtinhos, alternadamente, após o banho - e durante uma semana aplicava também na manhã do dia seguinte com o cabelo seco - e ao fim de uma semana acabaram-se as molhadas de cabelos no banho. Achei incrível a rapidez com que funcionou. Já tinha usado vários champôs contra a queda do cabelo mas nada estava a resultar.

 

Destes dois produtos - com a mesma função, devia de estar bêbada quando os comprei - o meu favorito é o Shock Anti-queda ADN Molecular dos Laboratórios Valquér.

 

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Pelo que consegui perceber do produto, tem uma série de vitaminas que quando conjugadas estimulam o metabolismo da raiz capilar - credo o meu metabolismo até no cabelo é lento! -, reduzindo a queda ao mesmo tempo que fortalece progressivamente o cabelo. Este da Valquér é mais fácil de aplicar, não escorre e tem um cheiro agradável. Quanto à utilização, a marca recomenda o uso diário durante duas semanas, e depois apenas duas vezes por semana como manutenção. Assim, utilizo atualmente apenas duas vezes por semana - até porque é bastante mais caro que o outro -  e dia sim dia não utilizo o da PostQuam.

 

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Este da gama Therapy da PostQuam tem uma consistência mais líquida e escorre e tem um cheiro bastante intenso, mas tem a grande vantagem que é muito fresco e ficamos bem geladinhos o que dá jeito nestas noites mais quentes.

 

Acho que como tratamento de choque o primeiro é melhor, mas este serve perfeitamente como manutenção e tem resultado muito bem.

 

Inicialmente foram apenas estes dois produtos que conjuguei, e já não há molhadas de cabelos no banho, nem no chão da casa de banho e basicamente apenas ficam alguns na escova quando me penteio, mas é normal caírem sempre alguns fios. Noto também melhorias ao nível do crescimento. 

 

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Entretanto, e para ver se o cabelo cresce visivelmente, chegou o champô reforçador anti-quebra da The Cosmetic Republic que apesar de custar 19,90€ na loja online da marca, eu comprei por 6,90€ na minha loja online favorita e para que não tenha de o cortar com tanta frequência chegou também o Sérum duplo da L'Oreal Sealing Repair Lipidium. É a primeira vez que uso um sérum duplo e é impossível não me render às evidências. Na embalagem tem dois compartimentos distintos que apenas na hora da utilização se misturam: um óleo e um creme. Quem tem pontas secas conhece o drama de ter as pontas a parecer palha, quem pinta constantemente o cabelo como eu, sabe o que é ter constantemente o cabelo morto nas pontas. E eu que estava já a programar a ida ao cabeleireiro para cortar os poucos centímetros que cresceu nestes últimos dois meses, parece que vou poder deixar crescer mais um pouquinho, porque parece que aos poucos as pontas se salvarão.

 

O meu cabelo está finalmente a crescer. Já tinha saudades de ver ao fim de duas semanas uma raiz jeitosa. Longe vão os tempos em que o pintava de 3 em 3 semanas porque ao fim de 3 semanas já tinha uma raiz enorme. Agora a solução passa por pintar o cabelo da minha cor para tentar deixar de pintar - ou passar só a pintar as raízes porque já tenho bastantes cabelos brancos - e reduzir drasticamente as agressões capilares.

 

Como estou a aplicar bastantes produtos diferentes, comprei também um champô purificante para fazer uma espécie de detox uma vez por semana.

 

Há quem gaste rios de dinheiro em roupa, em sapatos, em maquilhagem... A Mula... A Mula gasta em produtos para o cabelo. Há malucos para tudo. 

 

Será que é desta que a Mula vai conseguir ter cabelo comprido?

Dizem que o desemprego é grande...

... Mas a empresa onde trabalho tem imensas dificuldades em recrutar. E não, não é porque é demasiado exigente, é mesmo porque não há candidatos e os que se candidatam... descandidatam-se!

 

Por isso é que, sinceramente, muitas das vezes não acredito no desemprego de longa duração de pessoas jovens nas cidades. Acredito mais rapidamente no desinteresse de longa duração pela procura de trabalho fora das áreas em que as pessoas estudaram, isso sim.

 

O meu departamento está a precisar de reforço desde há uns meses para cá. Colocaram um anúncio e pediam alguém que falasse línguas. Quase não houveram candidaturas. Das que houveram, lá selecionaram duas pessoas. Nenhuma apareceu para formação. Uma pessoa disse logo mal foi escolhida que já não estava interessada, e a segunda pessoa esperou que o primeiro dia da formação chegasse para dizer que afinal já não ia. 

 

Colocou-se um segundo anúncio, esquecendo a questão das línguas porque pelos vistos era isso que estava a provocar ausência de respostas. Aqui já houveram mais alguns candidatos. Deu-se formação a duas pessoas e um mês depois uma dessas pessoas já desapareceu. Num dia estava a trabalhar e no outro dia... Puff! Desapareceu. Não mandou uma mensagem a avisar que não ia mais, não atendeu chamadas, não respondeu a ninguém. Nada de nada. Não fossem as redes sociais e achávamos que a moça tinha morrido. Não, a moça é apenas irresponsável.

 

E é assim que no espaço de mês e meio a empresa onde trabalho lança o terceiro processo de recrutamento.

 

Ai Mula a empresa onde trabalhas deve ser mesmo horrível!

 

Não é! Não é, de longe, a empresa com os melhores salários, mas as regalias são boas, o ambiente é bom, o trabalho, apesar de stressante, não é complicado. As instalações são boas, tem boas comodidades, boas acessibilidades. E caramba, até tem bons colegas sempre prontos a ajudar, ou não fosse a Mula uma dessas colegas.

 

E é assim... Pode não estar fácil para os funcionários, mas pelos vistos também não está fácil para os patrões...

 

Nas empresas onde vocês trabalham também acontece o mesmo?

Livro: O Hipnotista de Lars Kepler

A Mula comprou o Stalker do Lars Kepler sem saber que O Hipnostista deveria de ser lido antes e a querida Ana Gomes do blog A Minha Vida e Eu ofereceu à Mula O Hipnotista. Muito obrigada Ana! Foi um grande gesto e o livro é fantástico! Muito obrigada por me teres proporcionado este fantástico momento de leitura.

 

 

 

O Hipnotista é o primeiro livro da saga do comissário da polícia Joona Linna e  tudo começa quando uma família é brutalmente assassinada. Muitos acreditam que esta tragédia se deve a um ajuste de contas devido às dívidas de jogo contraídas pelo chefe de família, mas Joona Linna defende que é muito mais que isso e que é necessário proteger a filha mais velha, que sobreviveu ao massacre por estar longe, e Josef Elk, o irmão mais novo que sobreviveu e está em coma. Para conseguirem perceber o que aconteceu, chamam Erik Maria Bark que é o mais famoso hipnotista da Suécia e é quando percebem que nada tem que ver com um ajuste de contas e que o culpado está mesmo à frente dos seus olhos. Assim Erik Maria Bark tenta ajudar o comissário Joona Linna enquanto a sua própria família entra em colapso e o seu filho Benjamim desaparece. Em contra relógio para salvar a sua família Erik percorre, através da sua memória, o seu passado para tentar encontrar culpados pelo desaparecimento do seu filho. Será que as duas histórias estão relacionadas? Será que vão conseguir salvar Benjamim? E a irmão de Josef Elk, será que sobreviverá?

 

Adorei este livro. Só mais recentemente é que percebi que adoro thrillers policiais e a verdade é que é atualmente o meu estilo literário favorito.

 

Este livro é denso, é complexo, é mórbido e é incrível. O que eu adorei neste livro é que quando achamos que estamos perto de conhecer a história e as razões, logo descobrimos que só estamos a cair numa armadilha. Kepler consegue-nos mostrar tudo e ocultar tudo ao mesmo tempo. É impossível não sentir a dor dos personagens que são retratados, é fácil sentir empatia por quase todos eles - com uma ou outra exceção.

 

Neste livro percebemos como as nossas ações têm tantas vezes influência na vida dos outros sem que por vezes tenhamos consciência e foi este desmontar da vida de Erik para tentar encontrar a peça que faltava no puzzle que eu adorei.

 

Confesso que gostaria de ter conhecido mais e melhor alguns personagens. Alguns personagens secundários pareceram-me tão incríveis que poderiam ter um livro dedicado e isso frustrou-me um pouco, porque são levantadas algumas pontas dos véus mas depois não lhes é dado seguimento.

 

Gostei muito. Se são fãs de policiais não ser irão arrepender de ler este livro que prende desde a primeira página até à última.

 

E agora, siga para o Stalker que também já está a mexer comigo!

 

Quem é que já leu este livro? O que acharam?

No dia em que fui ao ginásio e quase morri #take 2 - Cycling

Depois de quase ter morrido após - e durante! - a aula de TRX, a Mula achando-se jovem Mula com energia foi ao cycling. Já não fazia cycling há uns 5 anos, mas como ando numa de aulas decidi, na quinta-feira, que não era tarde nem era cedo, e 'bora lá pedalar por horas 45 minutos.

 

Cheguei lá e adorei logo a sala. De luzes quase apagadas - ao menos não se vê a falta de jeito nem o sofrimento alheio - era uma sala fresca e até tinha uma televisão para imaginarmos um determinado cenário. Pareceu-me muito bem, pareceu-me bastante agradável.

 

O pesadelo não demorou a surgir, quando percebei que as bicicletas eram todas XPTO e tinham manhas e manias para serem ajustadas, mas nada que um pedido de ajuda não resolvesse. Ajustei a bicicleta, sentei-me, pedalei por alguns minutos antes da aula começar e pareceu-me bem.

 

Eis que a aula começa.

 

Assim que o professor pede para simularmos a subida de uma montanha, onde para tal precisávamos de pedalar em pé, percebi que o guiador não estava numa posição adequada. Conclusão: Estive a aula toda a bater com os joelhos no dito! Podia ter parado e ajustado o bicho? Se calhar podia, mas tendo em conta que a bicicleta era cheia de manias não me pareceu por bem interromper a aula para o fazer. Prossigamos que a Mula é mais forte que um guiador e não foi isso que me impediu de fazer a aula até ao fim.

 

A aula é intensa, ouvi música muito boa mas levada à loucura. Ouvi um remix estranho de Kind of Magic dos Queen durante uns eternos longos 10 minutos enquanto víamos um comboio a atravessar uma montanha! Insano! Mas para que serve uma televisão numa aula de cycling? Mas quem é que olha para uma televisão em vez de se centrar no seu sofrimento? Bem... A Mula, pelos vistos...

 

A aula começa a aproximar-se do fim e a Mula está simplesmente de rastos. Já não sabe se lhe dói as pernas de pedalar em pé, ou o rabo de pedalar sentada, só sabe que toda ela é suor, cansaço e dor. Eis que olha para o relógio e descobre que a aula não está a aproximar-se do fim. A  Mula descobre desesperada que a aula vai apenas a meio, que se passaram apenas 20 minutos e que ainda há pelo menos mais uns 25 minutos pela frente. Idealiza uma tentativa de fuga, quiçá naquele escurinho ninguém reparasse que se escapulia da aula, mas depois percebe que talvez atirar-se abaixo da bicicleta que seria mais eficaz e que talvez não manchasse tanto a imagem dentro do ginásio. Percebe que a única solução é continuar a pedalar freneticamente como se viesse um lobo mau a correr atrás!

 

E pedalei, pedalei, pedalei, e subi e desci, e apertei a rodinha e soltei a rodinha, e suei, suei, suei. Quando os pulmões quase entraram em falência a aula terminou. Saí da bicicleta e tentei avaliar quem estaria em pior estado: Os pulmões ou as pernas que pareciam gelatina?

 

Saí da sala com as pernas bambas, o cabelo todo no ar, a roupa toda colada ao corpo - qual miss t'shirt molhada, mas eu mau - e tentei ir juntinho às paredes para não cair. E assim cheguei aos balneários com cara de quem tinha sido atropelada - acho até que por segundos o comboio saiu da TV e atropelou efetivamente a Mula.

 

Fiquei feliz quando no dia seguinte percebi que as dores nas pernas já não existiam. Não fiquei tão feliz assim quando percebi que as dores estavam agora todas concentradas no rabo.

 

Apesar de tudo adorei. Quase morri, mas saí de lá feliz, com o sentimento de dever cumprido. Sou doida o suficiente para na quinta-feira estar lá novamente.

 

Wish me luck!

Curtas do dia #1085

Coisas que ouço na TV. Ou a razão pela qual deixei de ver telejornais:

Falavam de uma bactéria resistente que está  a infectar diversas pessoas num hospital aqui no norte e o jornalista diz: "No limite esta bactéria pode levar à morte."

 

No limite? A sério que foi a melhor palavra que encontrou? Bem assim como assim a morte parece-me um limite razoável... #sóquenão

Foto da Semana #32

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Se há coisa que eu já não consigo comer, desde que iniciei minha reeducação alimentar, é uma francesinha. No entanto, e porque continuo a adorar este snack tripeiro, há muitos locais que dividem a francesinha em duas, então é só convencer o Mulo a comer metade et voilà, gula satisfeita. Foi o caso d'hoje.

 

E daqui, quem é que gosta de uma boa francesinha? 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.