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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #17 CC Cream Rosaliac de La Roche-Posay

Acho que já vos tinha dito que tenho rosácea. Foi algo que surgiu já em adulta, não sei porque motivo e que me causa alguma vergonha porque em alturas de grande calor, em espaços abafados ou se por alguma razão acelerar o passo, fico bastante vermelha e não raras vezes brincam comigo que andei a dar-lhe forte no álcool. Não é que não dê forte no álcool de quando em vez, que quem me conhece sabe que gosto de bebidas alcoólicas, mas a verdade é que quando me apresento a alguém extremamente vermelha, não é efetivamente porque estou bêbada, mas porque tenho este problema de pele e que não tem propriamente cura. No hospital sugeriram-me remoção da rosácea a laser mas explicaram-me os riscos, e sinceramente acho que não compensa o risco de poder ficar com cicatrizes para a vida.

 

Apesar de não existir cura medicamentosa, existem cremes que ajudam, quer a disfarçar quer a evitar que a rosácea evolua - existem vários estádios da doença, por assim dizer - e bases específicas que ajudam também a controlar a vermelhidão.

 

Um dos produtos que vocês mais me foram recomendando sempre que falava desta questão e por forma a substituir a base que nem sempre é a melhor opção para o dia-a-dia, era o CC Roséliane da Uriage, no entanto tive alguma dificuldade em encontrar e então acabei por adquirir o Rosaliac de La Roche-Posay, que também sabia ter boas críticas.

 

 

Confesso que estava com grandes expectativas deste produto. Em algumas questões o produto superou, noutras confesso... Nem tanto.

 

O produto realmente é bom a matizar a pele, tem uma boa cobertura e a pele fica com um aspeto luminoso, saudável e ajuda a evitar o aparecimento da vermelhidão. Tem ainda a vantagem que é um creme bastante seco - não creio que seja aconselhável a pessoas com pele seca sinceramente - pelo que para a minha pele que é bastante oleosa, é ótimo e possui ainda 30 de fator de proteção solar o que é muito bom. 

 

Quando aplicado com as mãos fica com um acabamento muito natural não se notando que o estamos a usar dando a sensação de que acordamos assim: lindas e maravilhosas. Quando aplicado com o pincel nota-se um pouco mais o produto, e já não gosto muito do acabamento, sinto que se nota demais e fico com uma certa sensação de pó na cara. 

 

O que eu adorei neste produto é o facto de servir como uma ótima combinação para a base. Eu como tenho dificuldades em encontrar uma base que ao longo do dia não vá ganhando brilhos indesejados, devido à pele oleosa, misturo este CC Cream com a minha base atual - que estou a adorar da Quem disse, Berenice? - e o efeito é perfeito. A base fica perfeita durante todo o dia, mesmo na zona da testa que é onde tem tendência a produzir mais sebo, fica sequinha e perfeita todo o dia.

 

O que menos gostei nesta base foi o tom. É um produto de cor única - não é como o BB Cream que tem para peles claras, médias e escuras - e é demasiado claro - e eu sou branquinha, imagino que as morenas ainda sintam mais esta falta de coloração - pelo que gostaria que existisse num tom um pouco mais escuro à minha face como é normal nos BB Creams, para dar um efeito bronzeado.

 

Em suma é um bom produto, tem um cheirinho muito agradável, tem uma textura cremosa muito fácil de espalhar e realmente resulta: a minha pele fica com um ar saudável sem parecer que andei a dar no tintol às escondidas.

 

Já alguém experimentou o CC Cream Roséliane da Uriage? Qual é a vossa opinião?

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #16 Bed Head By Tigi

Esta sempre foi uma marca que me intrigou. Com um design atrativo, bom humor - adoro o nome do champô Dumb Blond! - embalagens com cores vivas, confesso que durante muito tempo pensei que fossem apenas produtos da moda, engraçados mas com pouca qualidade, ou com qualidade igual aos produtos de supermercado. Como sou ignorante meu Deus!

 

Comprei o primeiro produto da Bed Head numa promoção que encontrei na showroomprive só mesmo para experimentar e desde então que são os meus produtos de eleição. Eu que basicamente só usava Revlon e Loreal no meu cabelo, apaixonei-me pelos produtos da Tigi e tão cedo não conto mudar.

 

O primeiro champô da Bed Head que experimentei foi o Colour Goddess:

 

 

É um champô que promete cuidar das cores vibrantes, como o meu ruivo. É enriquecido com pró-vitamina B5, vitamina E, óleos diversos e queratina, prometendo devolver a suavidade e o brilho dos cabelos que são submetidos a colorações que tantas vezes deixam o cabelo baço e áspero. Não são só promessas, sem dúvida que este champô cumpre o que promete. Ao contrário dos champôs que limpam mais em profundidade, este não desbota o cabelo e a cor dura muito mais tempo sem retocar.

 

Tendo-me apaixonado pelo Colour Goddess comprei, por necessidade, um outro que fui lavando intercaladamente: o Catwalk Headshot.

 

O Catwalk Headshot é indicado para cabelos danificados. A grande vantagem deste é que contrariamente a outros champôs de reconstrução, é indicado para cabelos pintados, e enquanto ajuda os fios a ganharem outra vida protege a cor. Muitos outros champôs que utilizei de reconstrução danificavam muito a cor e neste não verifiquei isso. Este champô serviu o seu propósito muito bem, usava-o intercalado com o colour goddess e era indispensável essencialmente após as colorações. Depois fui para os Açores, estraguei o meu cabelo todo nas águas termais que me escureceram o cabelo. Para corrigir isso, descolorei o meu cabelo - não consegui comprar o ColourB4, comprei um da Revlon que era mesmo descolorante e não correu muito bem -  e o meu cabelo ficou mesmo muito estragado. Continuei a usar este produto, a usar muito sérum mas tive que aumentar a potência, porque apesar de já ter cortado um bom pedaço de cabelo o bicho continuava muito fraco.

 

Eis que chego ao terceiro produto - neste caso a gama completa, que para grandes males, grandes remédios - que é o Kit Ressurration cujo nome é Urban Antidote Resurrection 3, ou seja, promete ressuscitar cabelos até estragos de grau 3 e é composto por champô, condicionador e máscara:

 

 

A verdade é que fui adiando o que não podia ser adiado, eu já deveria de ter cortado o meu cabelo há muito tempo, porque o que acontece é que quando as pontas ficam danificadas, o estrago vai subindo, vai subindo, vai subindo, e a única coisa que acontece é que quando chegar a altura de cortar vamos ter de cortar muito mais. Pois que estou com o cabelo bem curtinho e escureci o cabelo para ver se intervalo mais as colorações, o meu cabelo precisa de uma pausa.

 

Como não quis cortar muito à frente, comprei este kit na esperança de não ter de cortar as pontas da frente - estou com um corte escalado de trás para a frente, também conhecido por medium bob. Tinha este kit a caminho, chegou há duas semanas, e olhem foi a minha salvação.

 

Já estava em casa a chorar que também iria ter de cortar bastante à frente uma vez que parecia palha de aço, e assim só iria ficar com o cabelo ultra curto até que pensei: perdida por 100 perdida por 1000. Lavei de imediato o cabelo assim que os produtos chegaram a casa, coloquei a máscara e deixei secar ao natural. As pontas continuaram assustadoramente secas. Então, decidi colocar um pouco de máscara só nas pontas e fui dormir. De manhã pareciam ainda mais horríveis, mas mal molhei o cabelo, tão fofinhas que afinal estavam, só estavam feias por terem ali produto depositado. E assim aos poucos começo a recuperar as pontas do meu cabelo, e o meu cabelo em geral, e ao fim da terceira lavagem, senti que estava realmente muito melhor, significativamente mais saudável. Funciona mesmo, felizmente.

 

 

Algo que adorei em todos os champôs da Bed Head foi o cheiro. Todos os produtos da Bed Head têm um cheiro muito bom: o Colour Goddess tem o cheiro entre o caramelo e a baunilha, o headshot cheira a pastilha elástica daquelas tipo bubaloo e de acordo com o Mulo o ressurration cheira a melancia - demorei a perceber a que cheirava só sabia que cheirava bem e cheirava a fruta. Por isso quanto mais não seja ao lavarmos com Bed Head ficamos todas cheirosas, mas a grande vantagem é que são produtos mesmo muito bons!

 

Alguém que já tenha usado produtos desta marca? Qual é a vossa opinião?

 

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Por muito que gostasse este produto não é patrocinado, todos estes produtos foram adquiridos por mim, mas Tigi, se me estiveres a ler, patrocina aqui a Mula que a Mula promete elevar todos os vossos produtos num pedestal banhado a ouro!

A minha primeira vez com a SheIn

Como sabem sou fã de compras online. Comecei de mansinho a comprar maquilhagem e produtos capilares e entretanto já me arrisco em peças de joalharia, roupa e calçado. Perdi o medo quando descobri que pagando com Paypal eles devolvem os portes de devolução caso seja necessário e até já tive que devolver umas peças e correu tudo muito bem. Assim, apesar de ser chato esta coisa de ter de ir levantar aos CTT se não estivermos em casa, e ter de ir aos CTT caso queiramos ir devolver, a verdade é que tenho conseguido preços que nas lojas não encontro por peças muito boas e giras o que compensa todo o risco que tenhamos que correr.

 

Ainda assim, e porque não tenho assim tanto tempo para estas trocas e baldrocas tento fazer escolhas seguras, e quando não conheço uma marca, ou loja online, costumo comprar apenas uma peça - baratinha - e ver como corre. 

 

Assim foi com a SheIn.

 

 

 

Aproveitei que eles estavam em campanha de oferta de portes de envio devido a aniversário e comprei uma camisola que me parecia incrível. Mas foi uma desilusão.

 

O que me saltou logo à vista foram os preços. Pensamos que os preços vão ser e puta da loucura uma vez que é uma loja chinesa, e achei os preços demasiado elevados para as peças que são, a verdade é que consigo comprar melhor e mais barato pela ShowRoomPrive, tenho é de estar mais atenta às vendas que as pechinchas não estão sempre à espreita. Mas adiante, lá encontrei uma camisola que gostei - e estou com tanta falta de camisolas para este tempo - e o preço não era muito elevado e encomendei.

 

 

Encomendei esta menina e fiquei com algumas expectativas. Mas não gostei propriamente. Como ela me parecia um pouco larga, comprei em tamanho M, e mesmo assim fica-me larga. É demasiado curta, mal tapa o cinto das calças e tenho de usar um top por dentro para não se ver o flanco, para além de que quando chegou parecia que tinha andado na guerra: cheia de pêlos e cheia de fios puxados. Para além disto não gostei muito do material.

 

A única coisa verdadeiramente boa desta encomenda foi o prazo de entrega. Não demorou nem uma semana. Encomendei no dia 16 de Outubro e 4 dias depois, no dia 20 já estava na minha gaveta. Fiquei mesmo muito surpreendida com este prazo.

 

Comprei para experimentar este site, não me seduziu, não gostei do resultado final, e por isso a Mula não recomenda.

 

E vocês já experimentaram? Terei tido apenas azar?

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #15 ColourB4

Se bem se lembram, no início do mês ao pintar o cabelo em casa enganei-me a comprar a tinta e saí à bruta dos laranjas para ir para os vermelhos, sem contar. Ao início gostei. Gostei eu, ele não. O problema é que os vermelhos exigem muitos outros cuidados - que eu não tive porque a ideia não era manter a cor - e por isso a cor começou a desbotar - como eu queria - e o cabelo começou a ficar feio - esqueci-me desse pormenor. Em Setembro ou Outubro estou a contar ir reforçar o meu alisamento e com o alisamento ele já iria para os laranjas novamente e aí recuperaria a minha cor, mas a verdade é que andava desgostosa. Não queria esperar.

 

Decidi investigar.

 

Vi várias maneiras de descolorar o cabelo em casa, vi outras tantas de o decapar, e parecia-me tudo tão arriscado... É que eu sou tola - que sou - mas também não gosto de correr grandes riscos sem cálculo até porque o meu cabelo aguenta com muita coisa mas é fino pelo que o ideal é não abusar. Encontrei umas reviews de um produto que parecia muito bom para recuperar o laranjinha mas não existia à venda em Portugal, e corri tudo o que era lojas online e também não encontrei. Estava eu prestes a fazer uma mistela em casa para decapar o cabelo com produtos que eu tenho, quando encontrei um produto que existia em Portugal: O ColourB4, que prometia devolver a cor anterior ao cabelo sem o danificar. Fiquei curiosa, fiz alguma pesquisa e decidi arriscar.

 

O ColourB4 não descolora o cabelo, e pelo que percebi também não o decapa e por isso não prejudica o cabelo. O que o ColourB4 faz é neutralizar os pigmentos de cor do cabelo devolvendo-lhe a cor "original". Claro que quem já tenha descolorado o cabelo, essa é a cor original. Alguém que seja morena, descolore o cabelo para o loiro, e depois volte a pintar de moreno, o que está por baixo de tudo, a cor "original" é o loiro. Atenção a esse pormenor.

 

Vi vários vídeos de pessoas com pretos a regressar aos loiros, parecia-me assustador e imaginava que isso iria ressecar imenso o cabelo, mas eu como não queria uma mudança assim tão grande, só queria neutralizar os reflexos vermelhos para voltar a colocar reflexos laranjas, não me pareceu arriscado.

 

Há dois tipos de ColourB4:

    • O normal - Para quem quer apenas aclarar o cabelo;

    • E o extra - Para quem quer uma mudança um pouco maior.

 

Comprei o extra - temi que o normal não fosse retirar o vermelho, mas que o fosse apenas aclarar - e segui as instruções à risca. É mesmo muito importante seguir com todos os procedimentos e tempos indicados, porque como alerta na embalagem, a má utilização do produto poderá resultar que os reflexos voltem a ser ativados. Por isso desde já um alerta: Se estão com pressa, se não estão com paciência, não iniciem este processo sob pena de poderem danificar os fios e ainda por cima não obterem os resultados desejados. Por muito que o produto não seja muito prejudicial ao cabelo, a verdade é que não é um mero shampoo, é um químico, e todos os químicos prejudicam o cabelo.

 

Perdi mais ou menos duas horas neste processo e só precisei de o fazer uma vez. Em mudanças mais drásticas poderá ser necessário repetir mais duas vezes o processo.

 

Coloquei o produto em todo o cabelo com a bisnaga que traz - mas acho mais pratico fazer com pincel, se voltar a usar usarei antes pincel, como quando pinto o cabelo - esperei 60 minutos e ao fim de 20 minutos reparei que o cabelo já não estava vermelho, mas aguentei o tempo todo até ao fim. Lavei o cabelo em água corrente quente durante 10 minutos - sim, mais do que os 60 minutos de atuação do produto, o mais chato é mesmo a parte da lavagem - apliquei o finalizante que é uma espécie de shampoo purificante, deixei atuar 1 minuto e voltei a lavar o cabelo em água corrente quente por mais 10 minutos. Sequei o cabelo e vi os resultados. Quem chegar a este ponto, de ter o cabelo seco e ainda não ter a cor pretendida, é necessário repetir todo o processo, sendo que 3 é o número máximo de aplicações.

 

Tive apenas de fazer uma coisa que não vinha no processo: Após o finalizante tive mesmo de colocar máscara no cabelo, o cabelo ficou tão seco, mas tão seco, que não o iria conseguir pentear, e antes de o cabelo começar a dar nós, decidi arriscar e colocar a minha máscara.

 

Sequei o cabelo e para meu espanto estava quase loira - nas fotos ele aparece um tom mais alaranjado devido aos reflexos, mas na realidade estava num tom amarelo palha - e foi só pintar o cabelo com a cor pretendida. Como pinto sem amoníaco pude fazer a coloração no próprio dia, mas se pintarem com uma tinta normal, aconselham a que se espere 7 dias para deixar o cabelo repousar.

 

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Como a tinta sem amoníaco que uso tem óleos para hidratar o cabelo, depois de pintar e de voltar a fazer uma boa máscara, o cabelo ficou bastante sedo, e nada seco.

 

Como não contava que o cabelo com este produto fosse ficar tão claro - não estava na disposição de repetir o procedimento, até porque o produto é caro, e imaginei que fosse ficar um tom acastanhado - comprei uma tinta um pouco mais escura para deixar o cabelo todo uniforme, para ir aclarando depois com o tempo e com as lavagens, mas podia ter comprado uma logo cenourinha que iria ficar um mimo. Mas agora tenho tempo.

 

Fiquei mesmo muito surpreendida com o produto: cumpre realmente com o que promete e não me estragou o cabelo, apesar de ter deixado um pouco mais seco após a utilização - já vi que o ColourB4 noutros países tem também um condicionador incluído, mas em Portugal não - o que obriga a hidratar muito bem depois de lavar o cabelo. 

 

Agora quando quiser fazer experiências já sei que tenho aqui algo que me pode ajudar. 

 

Está mais do que aprovado.

A Mula também experimenta coisas e fala de coisas #14 Mat Mousse Foundation da Kiko

Tenho uma pele excessivamente oleosa. Apesar de ter esta base da Quem Disse Bernice? e de não desgostar, a verdade é que precisava de uma que durasse mais tempo, que permitisse à minha pele ficar mais seca e manter-me sem brilhos o dia todo. 

 

Assim cheguei a esta Mat Mousse Foundation da Kiko, que li ser mesmo muito seca, perfeita para peles como a minha. Mas... É uma base estupidamente inútil. Pelo menos para a minha pele, mas já se sabe: o que não funciona de todo comigo, pode funcionar na perfeição convosco. Boa sorte. 

 

Não sou propriamente uma expert - sou até o oposto disso - em maquilhagem, por isso a minha opinião vale o que vale, mas arrisco a dizer que esta base não serve para nada.

 

Ao longo do tempo, tenho estabelecido uma relação de amor-ódio com a Kiko: se por um lado há coisas que adoro e recomendo, como os vernizes efeito gel, e até mesmo os batons de longa duração. Sou doida, por exemplo, por um corretor deles, o melhor dos que já experimentei. Mas depois há produtos inúteis, como este primer de lábios e esta base, que é pura perda de dinheiro, pelo menos de acordo com a minha experiência. 

 

Mas então Mula, por que é que esta base  é tão má? 

 

Esta base não adere à pele. Já experimentei com mais creme hidratante, com menos creme, com dois tipos de primer diferentes, com e sem sérum. Já experimentei com pincel e com a esponja, sozinha e misturada com outra base. Comigo, simplesmente não resulta porque não fixa à pele, simplesmente não agarra, pelo que se nota imenso que estamos com base, apesar de ser cobertura média-baixa. O efeito na pele é terrível, fica barrenta, como se tivesse carregada de pó e tudo o que é poro fica visível. A cor que escolhi era a certa, a consistência para aplicação é esspessa - o que é óptimo, porque não escorre - não é difícil de aplicar, mas pronto é isso, comigo simplesmente não resulta. Por isso vai direitinha para o lixo, com muita pena minha. 

 

Alguém que já tenha experimentado a Mat Mousse Foundation da Kiko, com uma opinião diferente? 

Petiscar ou não petiscar eis a questão, mas fomos à Petiscaria, pelo sim e pelo não.

Como tem sido habitual ultimamente, sexta-feira é dia de opinião de algum restaurante que experimentamos por estes dias. Assim vou falar-vos da Petiscaria Santo António, que ainda com os seus quês de bom, que tinha tudo para correr bem, mas que não foi uma experiência tão agradável assim, o que na minha humilde opinião - que vale o que vale - é uma grande pena, porque tinha tudo para dar certo.

 

(imagem retirada daqui)

 

Fomos à Petiscaria Santo António na baixa do Porto por puro acaso. A ideia era ir comer uma sande de pernil e umas tábuas de queijos e enchidos ao Lareira, mas estava fechado por ser domingo e acabamos então nesta petisqueira.

 

O espaço é visualmente agradável: tem uma pequena esplanada cá fora, o interior também está muito mimoso e apesar de ser bastante pequeno está muito bem organizado. Tem ainda um grande espelho a todo o comprimento que dá a sensação de ser bastante maior. A esplanada estava cheia quando fomos, acabamos por ficar no interior. Sozinhos. Zero música ambiente, primeiro ponto negativo, o que originou que ouvíssemos as discussões entre o patrão - suponho! - e os funcionários, segundo ponto negativo. Mal nos sentamos referiram-nos que o multibanco estava avariado mas que poderíamos levantar dinheiro logo ao lado - a dois passos do restaurante - por isso não foi problemático.

 

Começamos a ver a carta.

 

A carta está muito bem desenvolvida e ficamos com vontade de experimentar tudo o que nela contem. Primeiro grande ponto positivo. De entre tudo o que vimos, e tendo em conta que eu agora tenho um estômago de passarinho, optamos por duas entradas e um prato a partilhar - ainda assim pagamos mais de 20€, como podem ver barato não é. Para beber, cerveja artesanal da casa que vos posso dizer que é realmente boa apesar que deveria de estar mais fresca, tendo em conta que era de pressão, mas era realmente muito saborosa.

 

Pedimos as entradas e nos entretantos trouxeram-nos o couvert, que apenas comemos o pão - muito bom! - e as azeitonas - duras, saborosas, mais um ponto positivo - dispensamos as cenouras à algarvia - que já como cenouras suficientes no meu dia-a-dia - e os tremoços que não me pareceram vir salgados - que é como gostamos deles, bem salgadinhos.

 

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Estávamos sossegados, entretidos com as azeitonas até que ouvimos um......... PLIM! "Hmmm..." pensei. Mas desvalorizei, mas eis que chegam as nossas entradas:

 

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- Duas pataniscas de bacalhau que apesar de não chegarem a ser más, bacalhau não encontrei, por isso, digamos que o pastelito frito não era mau, que chamar áquilo patanisca de ba-ca-lhau é capaz de insultar as pataniscas do meu sogro - tão boas, tão boas, tão boas - e não queremos isso. Ah a fotografia só chegou a tempo da segunda patanisca, perdão por isso.

 

- E ovos mexidos com farinheira. Estavam muito bons, a verdade é essa. Apesar de pelo que percebi terem sido reaquecidos, a verdade é que se não tivesse ouvido o plim do microondas nunca diria que eram reaquecidas. As tostas, eram mázinhas porque vieram frias, mas aqueles ovos com o pão que veio anteriormente foi delicioso.

 

[Vêm a importância de música ambiente? Para além de não termos ouvido as pessoas a discutir, também não ouviríamos o plim do microondas]

 

Chegou assim que terminamos as entradas e após mais alguns Plim! Plim! Plim! o nosso prato principal: Alheira com puré de maçã e esparregado.

 

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Da batata palha nem me vou pronunciar, porque há efetivamente quem goste - não é o meu caso - e nem tão pouco estava na descrição do prato por isso vi-a como um extra e não me pronuncio. No geral, estava satisfatório mas, alheira que se prese - ou não tivesse eu crescido a comer alheiras de Trás-os-Montes - tem de vir com a pele estaladiça - mas claro que isso no microondas não se consegue - e esta vinha mole, e por isso acabei por não a comer. O esparregado não sabia a esparregado, sabia apenas a caldos knorr - ou outra marca da mesma espécie -  salva-se o puré de maçã que estava bom, porque realmente as maçãs no microondas ficam boas e por isso não há nada a apontar.

 

Quanto aos funcionários: O que nos atendeu era simpático, outro que por lá andava nem simpático nem competente, uma vez que pedimos mais uma cerveja, e apesar de não estar a fazer rigorosamente nada disse que não era com ele que tinha de ser com o colega, e em vez de chamar o colega, encostou-se ao balcão.

 

Não posso dizer que odiei, porque não é verdade, no geral estava bom, e se fosse serviço ali na esquina por 10€ estaria muito bem. Mas para um restaurante todo pipi que se apresenta como sendo uma petiscaria e que nos cobra por tudo isto vinte e dois euros e meio, acho absurdo e mau, porque para comer comida aquecida, já me basta ao almoço durante os dias de trabalho.

 

Com muita pena, chumbo este restaurante e não tenciono lá voltar.

 

Alguém já conhecia este espaço, que tenha uma opinião diferente?

Lama's Temple - O tempo do sushi em Matosinhos

Vocês sabem que eu adoro sushi, certo? Sabem aliás, que eu sou doida por sushi, certo? Pois que se vocês sabem, o Mulo também sabe e pegou na sua Mula e levou-a ao Lama's Temple, que fica em Matosinhos e que tem sushi - e não só - à descrição por 11,90€ ao almoço (bebidas e sobremesas à parte) e 16,90€ ao jantar (a mesma história com as bebidas e as sobremesas). Se não quiserem os menus de almoço/jantar podem também pedir à la carte e pagam individualmente o que comerem.

 

E antes que me venham com coisas... A nutricionista aprova a minha ida ao sushi! [Claro que sou capaz de ter ocultado um ou outro frito, mas ainda assim... sushi é sushi]

 

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Já andava há alguns anos para o experimentar, já que conhecia algumas pessoas que já lá tinham ido e que só diziam bem, por isso decidimos experimentar num fim-de-semana a dois. A primeira surpresa é que achava que era em modo buffet, ou seja, que existiria ali um balcão com sushi e que iríamos buscar o mesmo, mas não, apesar de ser livre e de podermos comer a quantidade desejada sem agravar o valor, é serviço à carta, ou seja, vamos pedindo e eles vão trazendo. Para aqueles que tal como eu, não associam os nomes às peças, tem as fotografias para sabermos do que se trata.

 

O restaurante é agradável, é amplo, bastante alto, o que faz que não seja barulhento, que é algo que eu e o Mulo valorizamos muito porque gostamos de conversar enquanto comemos e gritar, não é considerado conversar...

 

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A carta é relativamente variada, ainda que seja muito fraca nos fritos, e ao nível das entradas podem escolher crepes, saladas, sopa miso, gyosas, entre outras coisas cuja definição desconheço.

 

Para entrada optamos por crepes japoneses com um molho agridoce, e pedimos uma salada de tofu - que nunca chegou. Um ponto negativo para o Lama's Temple: o serviço é lento, e não nos trouxeram tudo o que pedimos, mas como fomos pedindo outras coisas, fomo-nos esquecendo do que pedimos anteriormente.

 

 

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Os crepes apesar de pequenos são muito saborosos, vieram quentinhos e muito estaladiços tal como gostamos, e só não comemos mais porque não quisemos, porque como vos disse à pouco, podemos pedir as vezes que quisermos. O molho era igualmente delicioso.

 

Para beber, ele inicialmente pediu uma cerveja japonesa - curiosamente boa -  e eu um chá verde - docinho, igualmente bom.

 

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Começou entretanto a chegar o sushi que pedimos, que era pelo sushi que ali estávamos.

 

Começamos por um mix de sushi e sashimi para duas pessoas. O mix é bastante variado, traz várias peças diferentes e podemos atestar que é muito fresco e saboroso. As peças são grandes e bem recheadas, algumas até demasiado grandes que desafiam -  a sério que sim -  a capacidade da nossa boca. O arroz estava demasiado fresco na minha opinião e as peças tinham tendência a desfazer-se quando pegadas de forma mais desajeitada.

 

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Como o mix não trazia fritos - uma vez mais, um ponto negativo para o Lama's Temple: se não fosse eu a perguntar não nos teria sido explicado - acabamos por pedir os fritos à parte, que são tão deliciosos que acabamos por pedir repetir o pedido

 

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Para quem não gostar de sushi há outras opções, como camarões, panados, salmão grelhado, cogumelos, entre outros, por isso podem levar convosco o vosso amigo mais esquisito.

 

Em suma: Estava tudo muito bom, será certamente para repetir, no entanto, há uma coisa que me desgostou bastante: Isto de estar em dieta é muito mau, numa outra altura teria comido o dobro ou o triplo do que comi... Ah e não foi por pensar na dieta que não comi - não sou assim tão ajuizada - é mesmo porque o meu estômago já não tem essa capacidade...

 

Quem é que já visitou este templo do sushi em Matosinhos?

Steak? Shake? Steak 'n Shake!

Porque nem só de alface e cenoura vive a Mula, quando fizemos um ano de casados fomos tirar a barriga de misérias - eu fui, ele foi só comer normalmente - e fomos experimentar os hambúrgueres do Steak 'n Shake na Praça Guilherme Gomes Fernandes, no Porto, conhecido pelo mural da Joana Vasconcelos, como já vos mostrei aqui no insta da Mula. 

 

 

 

 

Confesso que fui um pouco às escuras, confesso que nem sabia que era uma casa de hambúrgueres, achava que era só uma casa de bifes, e a ideia até era ir comer sushi... Mas estava tudo fechado onde queríamos ir. Acreditem em mim, eu não planeei maquiavélicamente a ida a esta hamburgaria tipicamente americana, com uns hambúrgueres de chorar só de olhar para eles. Não planeei, a sério, parem com isso...

 

Ora muito bem, apesar de os hambúrgueres serem bastante artesanais o serviço e tipo de atendimento são semelhantes aos restaurantes de fast food: pede-se ao balcão e paga-se antecipadamente, mas depois dão-nos um dispositivo GPS para nos podermos sentar em qualquer parte do restaurante e os funcionários mais tarde entregam-nos o tabuleiro com a nossa refeição. Tudo é personalizável, dos hambúrgueres às batatas. Podemos acrescentar ou retirar ingredientes e podemos acrescentar queijo, ou bacon, ou queijo e bacon às batatas que são caseiras.

 

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É daquelas hamburgarias que achamos que conseguimos gostar de todos os hambúrgueres e por isso a escolha torna-se bastante difícil. Optamos, como é habitual, por dois diferentes para provarmos dois. Eu optei por um Royal - com dois hambúrgueres, ovo estrelado, bacon, queijo americano, alface, tomate e maionese - e pelas batatas com chedder; ele optou pelo Western - com dois hambúrgueres, queijo americano, bacon, cebola frita crocante e molho western barbecue - e pelas batatas com queijo chedder e bacon.

 

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As batatas vinham bem quentes, o pão é super fofo, a carne muito bem temperada, e o queijo..... É melhor nem falar no queijo, o queijo é delicioso. É nestas alturas que tenho pena de estar em dieta, que por mim hoje ia lá novamente! Os batidos também tinham um aspeto delicioso, mas optamos por beber limonada, docinha, fresquinha, muito boa também - ainda que se tivesse um pouco menos de açúcar não se perdia nada.

 

Os funcionários são muito prestáveis, foi a primeira vez que lá fomos e rapidamente se ofereceram para ajudar e explicar como funcionava o Steak 'n Shake. Também existe uma parte do mural da Joana Vasconcelos pintado no interior o que dá um ar português a todo este restaurante tão tipicamente americano. Como fomos a uma segunda-feira, estava bastante sossegado, por isso gostamos do ambiente, a música ambiente é agradável os bancos confortáveis, é um bom restaurante para passar um bom bocado a dois, ou com os amigos.

 

Quem é que já conhece os hambúrgueres do Steak 'n Shake?

 

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Já participaste no passatempo da Mula? Não? Vê aqui como podes ganhar um conjunto da Alma Gémea da Amorim. É só até ao próximo Domingo. Boa sorte!

Sande de pernil com queijo da serra? É no Lareira!

A Mula continua de dieta? Confere!

 

A Mula faz umas refeições de batota à revelia da nutricionista? Confere, confere! 

 

Pois que a Mula fez uma batota na Lareira - apesar do calor - e perdeu a cabeça por uma sandes de pernil com queijo da serra de comer e lamber os dedos a seguir! Quem já conhecia o Lareira na Baixa do Porto, não pode deixar de visitar o novo Lareira que abriu perto de Serralves. Quem nunca visitou nem um, nem outro, visite que as sandes são realmente deliciosas.

 

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(Lareira Serralves na Rua Jorge Reinel)

 

 

Apesar da Mula só ter conhecido este restaurante em 2017, a verdade é que o Lareira já existe desde 1984. Compreendo como se aguenta aberto com um mercado tão competitivo: é que realmente tem coisas muito boas! E querem ficar chocados? Tem tripas de Aveiro! E eu toda roidinha por não as ter experimentado, mas na vida têm de ser feitas opções, e estou numa altura da minha vida em que decidi que não vou comer tudo ao mesmo tempo. Tudo a seu tempo.

 

O espaço é muito acolhedor, os funcionários muito simpáticos, foi sem dúvida uma boa experiência.

 

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As sandes não são enormes, mas vêm bem recheadas, e para mim uma foi mais do que suficiente - é certo que agora tenho estômago de passarinho - mas os preços são acessíveis, por isso se uma não chegar, 'bora lá repetir. O queijo é salgado mas não em excesso, é forte mas delicioso. O que mais me surpreendeu nesta sande foi a carne. A carne é muito tenra, que se desfaz na boca e nos deixa a salivar enquanto degustamos. As batatas são igualmente boas, só tive pena que não viessem quentes, mas são muito estaladiças, secas e saborosas!

 

Conheço as sandes do Guedes, as do Evaristo e mais umas quantas, estas para mim serão provavelmente as melhores!

 

Vai uma sande de pernil?

A Mula também experimenta coisas e fala sobre isso #13 Gel Duche Concentrado Yves Rocher

E porque hoje falamos de higiene e limpeza 'bora lá divulgar aqui um produto que poderá fazer milagres por estas gentes. 

 

Foi com uma enorme surpresa que recebi, sem contar - que é quando sabe melhor - um mimo da Yves Rocher que me surpreendeu imenso pela positiva. Sorte a minha ter-me atrasado na semana passada, e por isso o carteiro ter-me apanhado em casa - sabem que eu tenho problemas com o receber encomendas, não sabem meus pássaros loucos? - porque caso contrário, a esta hora jazia ainda algures numa papelaria aqui perto de casa - que é para onde vai toda a correspondência registada cá de casa - não um, não dois, mas três géis de duche concentrados: Um de Baunilha Bourbon - o meu favorito, confesso -, um de azeitona e laranja-amarga - não torçam já o nariz porque cheira maravilhosamente bem - e um de manga e coentros - tão bom, tão bom.

 

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Recebi a encomenda e nem tive tempo de ver bem o que tinha. Saí para trabalhar e quando cheguei a casa fui explorar, qual gato em casa alheia, o que vinha dentro da caixa. Confesso que quando vi os frascos pela primeira vez, julguei serem amostras - quanta ignorância a minha! - porque eram tão pequenos... Mas só depois percebi que eram pequenos por fora, mas grandes por dentro porque cada embalagem de 100ml corresponde a uma embalagem de 400ml de um outro gel de banho qualquer. Atentaram bem na capacidade da embalagem? 100ml. Vou repetir. 100ml. Sabem o que isto significa? Este pequeno gel pode ser levado na nossa bagagem de mão no avião, finalmente existe um gel de banho que me pode acompanhar, é que eu sou pobre e viajo à pobre, nada de malas enviadas para o porão a pagar.

 

Sou curiosa por natureza, e obviamente já os experimentei: O cheirinho é cada um melhor que o outro, que não se sente apenas no banho mas que se prolonga na nossa pele depois da banhoca, a hidratação na pele é muito boa, fico "fofinha" como diz o Mulo - eu acho que é por estar gorda, ele diz que não... -, no entanto, quando usado diretamente na pele não faz tanta espuma quanta eu imaginei que faria, o que pode obrigar a gastar mais produto, e a não render o tempo desejado. Se usarmos esponja de banho podemos poupar bastante produto e provavelmente durará o tempo publicitado.

 

Adorei estes produtos, fazer esta review foi um total prazer - literal, bem literal - e o facto de terem sido oferecidos não altera em nada o que sinto por eles, porque vocês conhecem-me: quando gosto, gosto, e se tiver de criticar, critico. Por isso deixem-me já dizer-vos que neles encontro apenas um defeito, que no fundo é um grande defeito: Cheiram demasiado bem... Dão-me fome! E eu estou de dieta!

 

Alguém já conhecia estes produtos?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.