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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Não vi toda a vida a passar à minha frente...

... Mas vi um futuro muito negro. Acho até que cheguei a ver zero futuro, toda uma vida pela frente interrompida numa viagem de sonho.

 

Bem sei que não era para escrever publicações durante as férias, tirando as curtas do dia -  que são isso mesmo... Pequenas curtas, não lhes chamo se quer "publicações" - mas... Acho que preciso de exorcizar aquilo que acabou de se passar. Não consigo dormir se assim não o fizer. Digamos que preciso de desabafar, gritar, chorar! Para depois acalmar-me e dizer para mim: foi só um susto! 

 

Sou uma pessoa medrosa normalmente mas confesso nunca tive tanto medo na vida, toda eu era pânico e tremeliques, toda eu era sofrimento mas consegui - nem sei bem como, confesso - ter energia para corrigir o mal que estava feito. Dizem que o ser humano desesperado tem energias inesgotáveis, é possível que seja verdade. 

 

Convenci o Mulo a descermos até à Lagoa do Fogo, para mim uma das mais bonitas, e como tinha lido em fóruns e blogs que apesar de cansativo se fazia bem e sem risco, lá fomos. Nós, Mulos da cidade, lá fomos trilho abaixo. Imensa gente estava no trilho, para trás e para a frente, pessoas de variadas nacionalidades e idades estavam no trilho e eu pensei "se estas pessoas mais velhas conseguem, nós também conseguimos" mas desde logo percebemos que o trilho de fácil tinha muito pouco, e de seguro mais à frente também viemos a descobrir que muito menos.  Os degraus eram muito espaçados, alguns deveriam ser separados por cerca de um metro - só saltando - e o percurso tinha muita lama. Eu ia à frente, o Mulo vinha logo atrás de mim. Notei que ele descia tudo com muita dificuldade - digamos que os joelhos dele não são o seu melhor atributo  - e eis que mais ou menos a meio do trilho ele escorrega, cai e eu tento agarra-lo. Não sei, sinceramente, como é que tudo ocorreu realmente, quando dei por nós já estávamos no "chão".

 

Primeiro pensamento: aii o joelho dele! Porque se voltasse a acontecer o que aconteceu o ano passado eu não tinha como o levar lá para cima. Eis que percebo que não estávamos no trilho, eis que me cai a ficha que tínhamos rolado ribanceira abaixo. O pânico de me mexer e perceber que podia cair mais. O pânico de não me conseguir agarrar a nada porque tudo me fazia cair mais. O pânico quando percebi que ele ainda estava mais para baixo que eu. O pensamento irreflectido de agarra-te a mim que eu puxo-te, não te deixo cair, quando nem eu estava numa posição segura, ainda que mais favorável. O pânico de o perder. Consegui encontrar uns arbustos onde me agarrar e lá consegui subir. E ele? Ele estava demasiado para baixo, e eu não sou uma pessoa de força de braços, e o piso era tão inclinado, nada ajudava, e apesar de nos termos cruzado com dezenas de pessoas em todo o trilho, naquela altura não apareceu ninguém.

 

Ele pediu para eu ir pedir ajuda mas eu não o queria deixar. Confesso, passou-me tudo pela cabeça, achei mesmo que não o ia conseguir tirar dali. Nunca tive tanto medo na minha vida. Praguejei tanto, mas tanto!

 

Fomos por partes, primeiro torná-lo mais leve tirando-lhe a mochila e a bolsa que trazia e que se estava a envolver na vegetação e aos poucos consegui-o puxar para cima de volta ao trilho. Só então abraçada a ele a chorar consegui respirar, e aí parece que deixei de sentir todo o corpo. 

 

Quis voltar para trás, regressar a salvo ao carro. Mas já tínhamos feito uma boa parte do percurso, e ele insistiu para continuarmos. E lá descemos até à Lagoa do Fogo, lavamos as feridas - dele, que eu só tive meia dúzia de arranhões e alguns espinhos cravados na pele, mas ele ficou com bastantes mossas - descansamos e ganhamos novas forças para subir tudo o que descemos - subir é muito mais fácil do que descer, convenceu-me ele. Mas não é verdade!  - e quem nos viu nos banhos férreos umas horas mais tarde na caldeira velha, ninguém adivinharia a história negra que carregávamos na alma e que apenas tinha ocorrido momentos antes.

 

Ele chegou à cama e adormeceu de imediato, eu que não conseguia dormir vim falar-vos. Gostava de conseguir fazer o mesmo confesso... 

 

Somos, no fundo, uns sortudos: um deslize destes mais à frente e não teríamos esta vegetação densa para nos amparar, e não estaríamos aqui para contar o que aconteceu. 

 

Não vi, contrariamente ao que difundem - a vida toda a passar-me à frente, mas confesso que vi o futuro mais negro de sempre. E bem sei que vai ser algo com que vou "sonhar" nos próximos dias. Uma coisa é certa, a ver se nos fica para a vida: trilhos pedestres não são para nós! 

Conversas tontas...

Com amigos tão tontos como a Mula:

 

Silly Friend: Tem tantos eucaliptos aqui, ainda arde tudo um dia destes...

Mula: Tens razão!

Silly Friend: Ah não, espera. Tem ali um campo de milho, assim já não arde.

Mula: O milho não arde?

Silly Friend: Não! Faz pipocas!

Mula: Quer dizer que se criarmos um campo de milho e cana de açúcar e pusermos fogo temos pipocas caramelizadas sem sujar o tacho?

 

 

 

Vamos arder no inferno!

Lutar contra o excesso de peso #10

Não tenho uma dieta que implique contar calorias. Nem daria para mim, porque eu não peso a comida e por isso não tenho uma verdadeira noção do que como realmente. No entanto tento usar as calorias a meu favor na hora de escolher, como por exemplo quando compro pão embalado, iogurtes e até mesmo gelados. É assustador por vezes as escolhas que fazemos às cegas.

 

Ora vejam:

 

Em tempos fui com uma amiga lanchar e decidi pedir um croissant brioche simples. É relativamente seco, não tem cremes e aquele até nem tinha geleia no topo como é habitual. Pareceu-me uma boa escolha, tendo em conta que as outras opções eram bolas de berlim, pastel de chaves e afins. Cheguei a casa e por curiosidade fui ver ao Dr. Google quantas calorias tem um croissant: de acordo com o FatSecret um croissant brioche tem em média 300cal! Se tiver creme e/ou geleia, o valor é bastante superior.

 

Eu não sei se vocês têm noção das calorias que devemos comer por dia, mas existem tabelas que podemos consultar que nos ajudam a ter alguma noção. Por exemplo, atentem nesta tabela:

 

tabela calorias.png

(Retirada daqui)

 

Tendo em conta que eu não sou ativa e que meço 1,63m é-me indicado que devo ter um gasto calórico diário de 1700cal - o que está de acordo com o que me era indicado na altura que andava no ginásio -, ou seja, se eu comer 1700cal diariamente mantenho o peso, se comer mais do que isso engordo, se comer menos do que isso (ou tiver um gasto energético superior) emagreço. Até aqui tudo certo?

 

Vamos agora fazer as contas para uma tentativa de manter o peso:

Ora vejamos, 1700cal a dividir por 5 refeições - pequeno almoço, meio da manhã, almoço, lanche e jantar - dá um valor redondo de 340cal por cada refeição. Se tivermos em conta que um almoço saudável tem entre 600-700 calorias e que jantamos muitas das vezes o que almoçamos, facilmente chegamos à conclusão que não podemos ter lanches de 400cal - sim porque acompanhei com um sumo. Assim, facilmente achamos que nos alimentamos de modo saudável e não compreendemos como é que ainda assim engordamos porque até "só comemos um croissant ao lanche" Claro que se for uma vez de quando em vez não faz mossa, mas se for um hábito diário os resultados podem ser bastante negativos. E em mim os resultados estão à vista que na loja comia quatro napolitanas por dia - duas ao pequeno almoço, e duas ao lanche -  ou dois jesuítas de amêndoas - um ao pequeno almoço e outro ao lanche.

 

Outro exemplo: Estava a tomar café e apetecia-me um doce para acompanhar. Não queria comer uma nata - que tem de acordo com o FatSecret 297 cal - e olhei para os húngaros da montra que tinham um aspeto divinal. Pensei em pedir um para acompanhar o café mas antes fui ao Dr. Google e perdi o apetite por saber que uma só bolachinha, um só húngaro teria 100cal. E é assim que vamos cometendo erros sem nos apercebermos, porque até não enchemos os pratos de arroz e massa e até comemos sopa às refeições.

 

Não podemos efetivamente deixar que as calorias controlem a nossa vida, não devemos ser os ninjas das calorias sob pena de enlouquecermos mas podemos - e devemos - ter consciência do que cada alimento poderá representar na nossa alimentação. Agora claro que também existe a lei da compensação e se por cada húngaro que comermos fizermos uma caminhada de 20/30 minutos, então está tudo bem, mas se não o fizermos... Bem, já sabem o que acontece se não o fizermos.

Todos nós temos pavor de alguma coisa...

... E eu confesso que tenho pavor de deixar de saber escrever.

 

 

 

Há dias que abro esta janela em branco e fecho-a 30 ou 40 minutos depois sem nada escrever. Falta de inspiração? Talvez mas não é só isso. Cansaço? É provável mas é para além disso. Mas a verdade é que tenho coisas que vos contar, tenho tanto para escrever mas parece que deixei de o saber fazer com a naturalidade que o fazia. Parece que preciso de um pouco mais de esforço que o habitual.

 

Tenho pavor de perder o pouco jeito que tenho para escrever. Tenho pavor de perder este gosto. Tenho pavor de perder tudo o que já construí. Tenho pavor de me perder. Porque perder este blog, perder o jeito e o gosto pelas palavras é perder-me um pouco também.

 

Há dias que abro esta janela em branco para escrever algo engraçado ou não, pessoal ou não, tosco ou não, e entretanto perco-me nos comentários e pelo interior de outros blogs e simplesmente se apaga da minha mente e memória o que ia escrever... Se fosse realmente escrever alguma coisa... Iria realmente? Pois não sei... Acho que nunca saberei na realidade...

 

Sim, todos nós temos pavor de alguma coisa, o Mulo é de centopeias, mais do que aranhas ou a própria morte, eu tenho muito medo de me perder, porque houve um dia que me perdi e demorei demasiado tempo para me encontrar...

 

Que estas férias encontre o pedacinho de mim que algures perdi... 

Enquanto anda tudo doido com o o GOT

Eu vejo tranquilamente enquanto me refastelo no sofá à noite - só não como pipocas porque dizem que são muito calóricas com açúcar:

 

 

Entre Canibais

(60 episódios)

 

Entre Canibais é uma série Argentina que está a passar neste momento na RTP2. 

 

É uma série política, de amor e ódio, de justiça. Conta a história de Ariana, que aos 17 anos foi brutalmente violada por um grupo de amigos, filhos de pessoas poderosas e que 20 anos depois continuam amigos e estão ligados à política. Fruto dessa violação nasceu Diego que Ariana entregou ao padre Martin para ser criado e que nunca mais viu. Ariana regressa 20 anos depois para se vingar e para conquistar o filho, e pelo caminho conhece Agustín Larralde que apesar de trabalhar para o comissariado político de Valmora - um dos homens que julga pertencer ao grupo que a violou - é um homem honesto e bom, por quem se apaixona. Ariana consegue começar a trabalhar no comissariado e promete destruir cada elemento que lhe destruiu a vida 20 anos antes.

 

É uma série de intrigas, onde a corrupção é diária, onde se tenta com todo o esforço calar pessoas que sabem demais, e onde a verdade apesar de ser atirada para debaixo do tapete vem sempre a cima. É uma série que retrata a violência doméstica e o que o dinheiro pode comprar. É uma série que fala de lealdade, de honestidade e de falta disto tudo.

 

Gosto muito, e aconselho a todos aqueles que gostem de séries reais, a ver.

 

 

Seis Irmãs

(489 episódios)

 

Esta foi a série que comecei a ver e que achava que tinha cerca de 80 episódios e que só quando chegou aos 100 é  que descobri que são 489 episódios no total. Mas gosto tanto de ver, que fui incapaz de me ficar por ali. Aguardei que a série recomeçasse na Sic Caras e que começassem os novos episódios.

 

Seis Irmãs conta a história do que seis irmãs, todas mulheres, da alta sociedade têm de fazer para sobreviver à morte do pai. Esta série remonta o ano de 1913, onde as mulheres não geriam negócios a menos que fossem viúvas, por esse motivo quando o pai morre a irmã mais velha - Adela - tem a ideia de ocultar a morte do pai para poderem continuar a gerir a fábrica de tecidos da família que é o único sustento que possuem. Assim durante algum tempo dizem que o pai está a viajar e enquanto isso vão gerindo a fábrica da melhor maneira que sabem. Mas a mentira tem perna curta - curta que é como quem diz, que ainda durou quase 100 episódios - e quando se descobre que o pai está morto elas perdem a fábrica, quase perdem a casa, e mesmo a relação entre elas começa a mudar.

 

É uma série de intriga, mas é essencialmente uma série que retrata questões sociais, todas as irmãs têm algo que faz com que a família perca a reputação:

 

Da esquerda para a direita: Francisca canta num café - que é considerado local de cabaret - e envolve-se com um rapaz de classe operária engravidando dele.  Diana, é uma mulher muito independente que se envolve num grupo de sufragistas, veste calças e anda de mota, é apaixonada por um homem muito mulherengo. Célia descobre que é lésbica e as irmãs aconselham-na a procurar ajuda psiquiátrica submetendo-a a choques eletroconvulsivos e vai viver um romance tórrido com outra mulher para desespero das irmãs. Adela, a irmã mais velha anda com um homem casado. Elisa a mais nova das irmãs é filha bastarda fruto de uma relação entre a mãe e o tio, vai tentar destruir as irmãs por lhe terem ocultado esta questão. Blanca é que tenta manter os bons costumes na família, fazendo aquilo que esperam dela em vez de fazer o que a faz feliz, casa-se com um homem mas é apaixonada pelo irmão deste. Todas as irmãs ao longo da série vão passando por uma série de provações que tentam superar, tentando apoiar-se umas nas outras.

 

Esta é uma série que já acompanho há alguns meses, é mais estilo novela confesso, mas todas as problemáticas tratadas fazem com que eu queira ver mais e mais, e nem o facto de me faltarem mais de 300 episódios para ver me demovem de seguir com afinco cada episódio. É uma série em que retrata a falta de opinião das mulheres, e como os homens podiam trair as mulheres sem que nada lhes acontecesse. É uma série que retrata o que a polícia fazia às mulheres que se juntavam para defender os seus direitos. É... uma série realmente boa, à parte de ter os romances pelo meio, como não podia deixar de faltar.

 

A Mula recomenda Seis Irmãs, espanhola, e Entre Canibais, argentina. Duas séries muito reais sem pessoas que voam ou que se transformam, ou que nada... são só pessoas reais a retratar a realidade - uma mais antiga, outra mais recente. Quem vê?

10 razões para não ir ao cabeleireiro...

...  e tratar do cabelo em casa.

 

Vocês sabem, sou eu que cuido do meu cabelo, normalmente procuro as soluções sozinha e raramente vou ao cabeleireiro, na realidade, só lá vou uma a duas vezes por ano - para cortar - e mais uma ou duas vezes por ano - para fazer o alisamento. Não gosto de ir ao cabeleireiro, sou como as crianças. Na realidade nunca gostei, mas desde que aprendi a cuidar da minha trunfa em casa, não quis outra coisa e não me arrependo. Tenho um cabelo muito mais saudável neste momento.

 

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1. O tira-ao-alvo na coloração:

Este foi o grande ponto de viragem na vida do meu cabelo. Corria o ano de 2015, eu era loira e corri duas cabeleireiras na esperança que me mantivessem o meu cabelo loiro como eu gostava. Nunca acertavam com a coloração: ora escureciam-me demasiado o cabelo ficando quase castanho, ora aclaravam-me demasiado o cabelo ficando quase branco... Imaginam o que isto faz ao cabelo certo? Também já me enganei a comprar a tinta é certo, mas aconteceu apenas uma vez em dois anos, acho que me consigo perdoar, já quando ia à cabeleireira, nunca corria como esperado na realidade.

 

2. A perda de tempo:

Senhores e senhoras, o tempo que se perde no cabeleireiro. Eu devo ter sido homem numa outra vida: não tenho paciência nenhuma para estar à espera antes de me atenderem, não tenho paciência para estar sem fazer nada enquanto tenho tinta no cabelo, não tenho paciência... A verdade é essa, não tenho paciência, nem grande tempo para perder tempo num cabeleireiro. E como viram na curta de ontem: Sabemos sempre a que horas entramos num cabeleireiro, mas nunca sabemos a que horas de lá saímos, e passar três horas neste espaço é matar-me um bocado por dentro.

 

3. O gasto de dinheiro:

Não falo de poupança efetiva. Falo de canalizar o dinheiro que se gasta no cabeleireiro para bons produtos em casa. Desde bons champôs a boas tintas eu sei o que coloco no meu cabelo. Se champô sempre pude controlar, a verdade é que quando ia ao cabeleireiro pintar o meu cabelo ficava muito mais ressequido, muito mais estragado. Eu uso tintas que nos salões são caras, mas que em casa ficam por uma bagatela. Vivam as lojas de produtos de cabeleireiro. Vivam as lojas online com bons e baratos produtos. Vivam!

 

4. A falta de compreensão:

Palavras como: espontar, aparar e manter, raramente existem nos seus dicionários. Desde a coloração ao corte, desde o volume à falta dele. Já me aconteceu de tudo: pedir para espontar um cabelo que tinha abaixo dos ombros e sair de lá com o cabelo pelo queixo, pedir para dar "um jeitinho" à franja, e sair de lá quase sem franja. Pedir o cabelo liso e sem volume e sair de lá com uma cabeleira quase afro. Sim, já me aconteceu um pouco de tudo.

 

5. A conversa de circunstância: 

Porque se alguém te está a mexer no cabelo vai sentir a obrigação de falar contigo. Se é a tua primeira vez num cabeleireiro e não te conhecem, vão começar por tentar perceber onde vives, o que fazes, porque estás ali, e porque somos simpáticas e educadas vamos responder. Ao fim da 10º visita já sabem sobre ti e já opinam sobre a tua vida. E foi por isto que deixei a cabeleireira mais longa que tive.

 

6. As vendas assistidas:

Têm sempre um produto milagroso para vender cuja marca desconhecemos - e por isso não temos como opinar - que vai fazer maravilhas pelo nosso cabelo. Esse produto não só não é tão milagroso como pintado, como é muito mais caro no salão do que diretamente numa loja. Existe ainda aqueles salões que tentam pôr tudo no nosso cabelo enquanto lá estamos "quer um champôzinho específico para esta quebra terrível que tem? Olhe que lhe ia fazer bem!" "Vamos pôr este sérum milagroso que lhe vai selar as pontas espigadas? Vai ver que vai sentir a diferença!" A quem cede uma breve explicação: Todo e qualquer tratamento capilar seja com champô, seja com séruns, só resulta se for contínuo e usar no salão uma vez por mês um champô redutor de quebra só vai aumentar a conta no final, não vai aumentar os resultados capilares. Felizmente a atual cabeleireira onde vou não me impinge nada, nem para comprar, nem para me pôr enquanto lá estou.

 

7. O regresso dos anos 80:

Eu não sei se sou eu que não tenho sorte nenhuma, se sou a única a sentir-me assim, mas odeio como me esticam o cabelo nos cabeleireiros. Saio de lá com demasiado volume, com a franja demasiado enrolada e com o cabelo demasiado brilhante, parece que saio do salão diretamente para uma série dos anos 80!

 

8. O banho forçado:

Não sei se o mal é geral, ou se eu é que tenho um estranho azar. Já passei por vários cabeleireiros nesta vida e raramente saio de lá sem ficar toda molhada. Mesmo com a toalha de proteção. Para além de me inundarem os ouvidos, salpicam-me a cara toda com água e champô, molham-me com muita frequência a roupa. Se é no verão não tenho qualquer problema, se é no inverno o caso muda de figura. Denoto também uma dificuldade enorme na regulação da temperatura da água, verifico constantemente uma dificuldade em manter a água numa temperatura tépida: ou está demasiado quente, ou está demasiado fria e isso confesso aborrece-me. E já agora... Que máquina de tortura é aquele lavatório? Aquilo dói o pescoço pra chuchu! 

 

9. O ruído:

Sou pouco tolerante a ruídos constantes. E ruídos elevados horas a fio deixam-me com dores de cabeça. Aquele barulho de fundo dos secadores deixa-me louca.

 

10. O excesso de coscuvilhice:

O que é que há em excesso nos cabeleireiros? Pessoas caladas que desatam a falar assim que uma pessoa sai porta fora. "sabes quem era aquela? sabes o que faz? com quem vive? o que come? com quem dorme?" Não, se não tenho paciência para coscuvilhices de gente que conheço, muito pior quando se trata de vizinhas que nunca vi na vida.

 

Por isso digo-vos... não há nada como cuidar do cabelo em casa.

 

Assim como assim...

 

No dia em que o vosso cabelo sair perfeito do salão, vai estar a chover, ou uma ventania trópica que vos vai estragar tudo o que conseguiram...

Lutar contra o excesso de peso #9

 

Na terça-feira foi dia de consulta na nutricionista. Tal como já esperava, os resultados foram os melhores dos últimos tempos. Desde a última consulta perdi 3 kg - que fazem um total de 8 em três meses que já tinha andado aqui a apregoar - e menos 2 cm na anca assim como menos 2cm na cintura, que é das maiores vitórias, essencialmente os da cintura que durante várias semanas não se alterava por mais dieta que fizesse.

 

Como disse aqui, deixei de tomar o drenante, achei que como continuava a beber água e a fazer xixi como se o mundo fosse acabar amanhã, que o drenante estava a mais. Parece que não estava: aumentei a retenção. Pobre nutricionista, enganada por mim disse que o drenante devia de estar a deixar de fazer efeito porque tinha aumentado imenso a retenção e que agora era para atacar com chá de cavalinha também. Mal ela sabe que deixei totalmente de o usar... Pelos vistos tenho de retomar a toma alternadamente com o chá a ver se volto a diminuir a retenção.

 

Não entendo o que posso fazer realmente para deixar de fazer retenção de líquidos... Bebo água, aumentei a quantidade de exercício físico... Deveria de ser suficiente.

 

Perguntei-lhe também como era possível os intestinos funcionarem pior agora que tenho uma alimentação muito mais saudável, indicou-me que acontece, que é comum, porque as gorduras e os açúcares acabam por provocar mais os intestinos, mas que perdemos elementos muito importantes, mas também garantiu que assim que o organismo se habituar ao novo tipo de alimentação que ficará tudo bem. A verdade é que eu dantes comia muito pão com sementes - que tem muitas fibras - e agora raramente toco no pão, imagino que seja uma alteração demasiado grande. A redução da quantidade dos hidratos de carbono no geral é também a grande responsável por esta maior dificuldade. Imagino que o facto de trabalhar o dia todo sentada que também não ajude...

 

Estive a ver os meus registos antigos de peso. Estou atualmente com mesmo o peso que tinha, quando em 2013 achando-me gorda decidi ir para o ginásio. Curiosamente apesar do mesmo peso, os restantes resultados são melhores: Tenho atualmente bastante mais massa muscular, lembro-me do choque do PT ao ver que eu estava abaixo dos 30, uma vez que o saudável nas mulheres é acima dos 35 - atualmente estou acima dos 40 -  e menos massa gorda, tinha na altura 46 e atualmente tenho 43 - o ideal é rondar os 20-25% lá chegaremos - e as medidas também são atualmente mais reduzidas, mas curiosamente o peso é o mesmo. É incrível como a massa muscular influencia o peso, e como não o podemos ver de forma desintegrada, porque em 2013 apesar de ter o mesmo peso que agora, estava bastante mais gorda do que estou agora.

 

Estou há três meses sem cozinhar com natas, de quando em vez lá compro umas natas de soja só para fazer um prato mais apetitoso mas a verdade é que eu punha natas e queijo em tudo e isso agora já não acontece. Custou, custou bastante, neste momento já estou habituada.

 

Perguntam-me o que me levou a colocar um ponto final no meu excesso de peso, o que mudou este ano que não tivesse mudado nos anos anteriores. Poder-vos-ia dar imensas respostas que vão desde a autoestima à roupa que eu gosto e não me serve. Mas foi essencialmente uma questão que me levou a tomar esta decisão mais afincadamente: Quero ser mãe em breve. Quero começar a pensar em engravidar, mas não assim, não com este peso, não seria saudável para mim, não seria saudável para o bebé, não seria saudável para ninguém. Primeiro quero ser magra, e depois quero ser mãe de forma saudável, tendo atenção regrada para não aumentar de peso depois. Sei que é possível, e eu vou conseguir. Torçam os dedinhos por mim porque eu vou conseguir!

 

Quando eu digo que vou ser magra é claramente uma brincadeira, porque eu não tenho corpo de magra, nem quando tinha 52kg eu era magra, a verdade é que eu tenho anca larga, tenho peito grande, tenho coxa rechonchuda, por isso eu magra não ambiciono ser, mas digo-vos, vou ser uma gaija boua! Ai vou! Quando entrar nos 30, terei o corpo com que ambiciono, e pronto para esse verão - não de 2020, como apregoo no instagram, mas de 2018!

 

Ainda estão a tempo de se juntar a mim! Acreditem, se a Mula preguiçosa e altamente gulosa está a conseguir, vocês também conseguem!

Gastar calorias com o que não merece...

... E a oportunidade passou e agora só se repete daqui a três meses... Tivesses juízo Mula, tivesses juízo!

 

Fez esta semana três meses que não ia ao McDonald's. Mas prometi-me que se o resultado na nutricionista fosse um determinado número que me iria compensar com uma visita à minha cadeia de fast food favorita.

 

Assim foi. Cumprido o objetivo - para minha grande felicidade - lá fui cumprir o prometido. Eis que surge o dilema da semana: faço uma escolha segura, e escolho a minha sanduíche favorita? Ou arrisco e experimento a nova do chef Manuel Lino? 

 

Sou estúpida! Tão estúpida!

 

Fui gastar as minhas calorias extra dos últimos três meses, numa sande que desconhecia, e que não gostei propriamente... Fiquei desconsolada e com um hambúrguer desconhecido no lombo, provavelmente ali entre a nádega esquerda e a coxa.

 

Mais juízo da próxima vez Mula, mais juízo. 

Igualdade de género?

Não, a Mula não se vai pronunciar sobre os "polémicos cadernos de atividades" que sobre esses já se escarafunchou o suficiente por aqui e além mar.

 

O que a Mula pretende é tentar perceber se é mesmo a igualdade de género que se pretende. Porque... Como é que podemos igualar dois seres tão distintos?

 

Devemos dar-lhes igualdade de oportunidades, pois claro que sim, mas não podemos ignorar simplesmente as diferenças, porque homens e mulheres são efetivamente diferentes. Por isso acho perigoso analisar as tendências de género à luz da exclusão, da segregação, do sexismo ou da descriminação.

 

Acho que se começa a cair no exagero. 

 

Não podemos ignorar que existem tendências de género, apesar dessas não serem verdades absolutas, não podemos agir como se estas tendências fossem meramente sociais ou pura ilusão. Por muito que não se possa generalizar, e existirem meninas e meninos com os mais variados gostos, não podemos negar a tendência que as meninas têm pelo rosa, pelas princesas e pelos castelos, nem negar a proximidade que os meninos têm com os carrinhos, com os piratas e o futebol. É certo que há meninas que jogam futebol e gostam de piratas - eu joguei futebol até aos 16 anos e nunca veio mal ao mundo - é certo que há meninos que brincam com bonecas e vestem cor-de-rosa - sem ter que significar alguma tendência sexual - mas é certo que há uma tendência que não pode ser ignorada, porque não tarda estamos a tirar todas as cores fortes do mercado e a vestir-se meninas e meninos de preto e branco para ninguém achar que a mamã e o papá estão a promover um estereotipo. A continuar assim teremos estilistas/costureiros/designers a serem linchados em praça pública por fazerem um vestido em cor-de-rosa ou uns calções de menino em azul.

 

Adoro aquele argumento: "Ao criarmos brinquemos de menina e brinquedos de menino estamos a definir com o que cada um deve brincar, estamos a mostrar-lhes o lugar na sociedade" Eu não sei quanto a vocês, mas eu tinha barbies e tinha carros - adorava atirá-los das escadas abaixo. Eu cá não sei, mas nunca vi nenhum letreiro junto aos carros com a proibição a meninas, nem nunca vi um menino riscado numa caixa de barbies ou de nenucos. Acho que tudo deve existir, e depois cabe à criança escolher o que quer, e cabe aos pais darem essa liberdade às crianças. Se um pai ou uma mãe recusar a compra de algo à criança porque não é para ela, isso sim é descriminação, isso sim para mim é um crime de género, agora existirem no mercado diferentes opções não me parece nada mal, nem me parece criminoso. E parece-me natural que existam tendências de compra.

 

Ah ó Mula, mas os pais influenciam muito as crianças!

Não digo que não, mas a mim sempre me colocaram lacinhos na cabeça, me vestiram com vestidos feitos por medida com padrões escolhidos pela mãe e quando cheguei a adolescência de costas parecia um rapaz porque usava calças largas, com gancho pelo joelho e camisolas mais largas do que uso agora - e eu era tão magrinha... - porque usava roupa efetivamente de rapaz. Hoje em dia tenho tendência por roupa mais feminina, e uso saias e vestidos, e ganchos no cabelo se me apetecer, e não acho que a influência da minha mãe ou do meu pai no passado tenham importância hoje, porque eu experimentei os dois lados e uso aquilo com que me sinto bem, aquilo que gosto.

 

Tenho uma opinião muito vincada sobre esta questão: Acho que homens e mulheres nunca vão ser iguais, portanto o que eu quero é que a sociedade os reconheça como diferentes mas que os aceite como são e lhes permita ter as mesmas oportunidades. E se um homem quiser ter uma tarefa considerada de mulher deve poder executá-la sem ser descriminado e vice-versa. O que estamos aqui a falar é de escolha, de liberdade de escolha. Mas espero, sinceramente do fundo do meu coração, nunca ver homens de saia ou de vestido, e espero que as mulheres continuem a ter as dispensas e outros benefícios por terem filhos. 

 

No que toca a tarefas, não acho que hajam tarefas de mulher ou tarefas de homem e por isso as tarefas devem ser adequadas a cada pessoa e não ao género, ainda que, uma vez mais reforço: não podem ser ignoradas as tendências que existem, que são reais, porque não tarda, exige-se a todas as mulheres que tenham a mesma força que é mais comum a um homem, e exige-se a todos os homens que tenham a mesma destreza em trabalhos minuciosas que é mais comum nas mulheres - que por terem normalmente dedos mais finos poderão ter outro tipo de agilidade - e já é demasiado mau exigir-se a mesma força de todos os homens e exigir-se a mesma delicadeza de todas as mulheres.... Somos todos diferentes. Como igualar pessoas tão diferentes?

 

Somos todos diferentes, seja entre géneros, seja dentro do mesmo género e não se deve cair em exageros, mas não há aqui nenhum sexo forte/sexo fraco: Há para mim sexos complementares e por isso considero o e expressão "igualdade de género" um pouco perigosa.

TVI: Erro ou pergunta mal formulada?

Não sou de ver programas de TV de sábado à tarde, e muito menos sou de ver TVI, mas hoje por acaso estava a ver o Apanha-me se puderes, e até achei piada ao conceito. A ideia é ajudar uma instituição que necessita, e após a resposta certa a uma questão o companheiro tenta reunir o máximo de produtos para oferecer à dita instituição. O que eu achei foi as perguntas de origem duvidosa, ora atentemos naquela que eu vi:

 

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O filme que venceu o óscar de melhor filme em 2015 foi o Birdman, o Spotlight foi o vencedor do ano de 2016A resposta foi dada como válida e prosseguiram o jogo. O filme Spotlight é efetivamente de 2015, de finais de 2015, mas só venceu na gala de 2016, da mesma forma como o La La Land e o Moonlight foram lançados em finais de 2016 e foram os vencedores dos óscares de 2017!

 

Por isso expliquem-me lá uma coisa, malta dos óscares que eu não percebo nada disto.

 

Tendo em conta o caso mais recente: Moonlight é o vencedor do melhor filme de 2016 em 2017? Ou é o vencedor de melhor filme de 2017 e ponto final?

 

Esta pergunta é totalmente dúbia, e parece-me uma resposta errada, porque se são os Óscares de 2015, o vencedor é o Birdman e a resposta aqui considerada certa está errada.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.