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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Lutar contra o excesso de peso #2

Balanço do rescaldo da visita à nutricionista.

 

Quinze dias se passaram desde o choque, depois do verdadeiro choque, no entanto, e apesar de ter cometido algumas facadinhas na dieta perdi o peso suposto para estes quinze dias: Perdi 2kg e três centímetros na cintura. Estranhamente, passei pouca fome, ainda que andasse sempre desconsolada. O estranho é que apesar de ter passado a beber quase 2L de água, a percentagem de água no corpo tem diminuído e continua bastante abaixo do desejado. Alguém me sabe explicar como é que se aumenta a percentagem de água no corpo para além de beber água? É que pelos vistos não está a funcionar...

 

A maior dificuldade prende-se com os fins-de-semana: Não consigo beber água porque andando fora de casa não é possível ir de 30 em 30 minutos à casa de banho; não consigo perceber o que posso comer estando fora de casa, parece que não há nada saudável que se possa comer estando fora de casa, parece que só se vê publicidade do McDonalds e do Burger King e até os nossos olhinhos brilham e o nosso cérebro se amarfanha todo!

 

Outra coisa estranha aconteceu: Aumentei a massa gorda, e diminui a massa muscular, o que me remete para a ideia de que ando a perder o que não é suposto, mas enfim, acho que está na hora de dar uso aos pesos aqui de casa.

 

Estou, no entanto, a dois quilos de deixar o grau de obesidade e regressar à categoria de excesso de peso.

 

Principais mudanças:

  • Deixei de beber sumos e cervejas, agora só água, e quando estou fora de casa, eventualmente uma bebida qualquer zero.

  • Já não como até rebolar, ou vá, como, só que fico a rebolar com uma cabeça de brócolos e uma tira pequena de peixe. É a grande mudança e aquela que achava mais complicada.

  • Como tudo aquilo que não gosto - o que não me faz vontade de repetir -, essencialmente no que toca a snacks: tostas, tostinhas, bolachas secas e outras que tal. Ai como odeio coisas secas!

  • Passei a comer muito mais fruta e mais legumes, que felizmente adoro.

  • Diminui a quantidade de hidratos de carbono ingeridos, e achava que me ia sentir sem energia como já aconteceu anteriormente  e o mesmo não está a acontecer, felizmente. 

 

O que me custa mais? Foram 15 dias sem bolos, sem sundays nem macarons ou éclairs. Não sei o que me custa mais. Ontem tinha em mente ir comer um sunday de chocolate para matar saudades, depois da consulta. A consciência não deixou. Apesar disso fui a salivar todo o caminho. Bolas! Como me apetecia um sunday de chocolate, e pepitas várias! Mas sei que abrir uma exceção deste género é abrir uma caixa de pandora com uma força bruta! Cheguei ao trabalho e para compensar comi duas marinheiras, e até isso me fez ficar com a consciência pesada porque já tinha comido a dose de marinheiras recomendadas no lanche da manhã... Ó vida! 

 

E pronto é isto. Aceitam-se receitas de coisas boas e pouco calóricas para deixar de comer bife com salada, peixe com salada, só salada, salada com omeletes. É que não tarda estou-me a transformar numa folha de rúcula gigante.

...

Foi inevitável o nó na garganta quando vi nas notícias o que sucedeu em Pedrogão Grande. Eu que sou do Norte, que passo a maior parte do tempo no Porto, mas que no fim-de-semana passei em Leiria... Não, não estive perto do fogo. As cinzas que cobriram o meu carro disseram-me que estive perto - imagino o vento que esteve de noite -, o cinza escuro do céu ao acordar também me fazia sentir que estava perto, mas a verdade é que felizmente estive sempre longe, sempre junto à costa.

 

Não estive perto, mas podia ter estado.

 

A verdade é que as nossas rotas são sempre tão imprevisíveis... Viajamos quase sempre ao sabor do vento e das vontades - e tantas vezes pelos nomes curiosos das localidades. Não seria a primeira vez a passar em Castanheira de Pêra, ou em Figueiró dos Vinhos. Não seria a primeira vez naquela estrada e por isso penso: e se tivéssemos sido nós? 

 

Não consigo imaginar pior morte... Não consigo imaginar nada tão macabro e cruel... Não consigo imaginar a dor e o sofrimento daqueles que sobreviveram mas que de um dia para o outro perderam tudo o que tinham...

"Sabes lá tu com essa idade o que é o amor!"

 

E foi no dia 18 de Junho, há 14 anos atrás, numa pequena terra no Porto, que o Mulo timidamente e sem grandes palavras conquistou a Mula. Conhecíamo-nos pessoalmente apenas há uma semana, há exatamente uma semana. Nunca existiu um pedido oficial de namoro, nunca tais palavras de pedido foram pronunciadas, mas parece que desde sempre comunicamos sem necessitarmos de grandes textos ou artefactos.

 

A verdade é que parece que nos conhecíamos desde sempre... E no entanto, até há uma semana atrás ele era apenas uma pessoa que eu tinha conhecido num chat e com o qual falava há alguns anos.

 

É estúpido começar a namorar com alguém cujas primeiras palavras escritas foram "Olá, td bem? DDTC?" mas a verdade é que esta é a nossa história. Algures em 2000 uma miúda tímida com dificuldades em fazer amizades instalou o mIRC, entrou no canal da sua residência e conheceu esta personagem que tanto a intrigava. Conheceram-se três anos depois, começaram a namorar uma semana após se terem conhecido pessoalmente, juntaram-se ao fim de 5 anos de namoro, casaram-se ao fim de 8 anos de vivência em comum, e hoje fazem 14 anos de namoro e amanhã um ano de casados.

 

E ainda me lembro quando me diziam...

 

"Sabes lá tu com essa idade o que é o amor!"

 

Provavelmente tinham razão, não sabia, mas acho que com o tempo passei a saber!

Estarmos vivos implica estarmos tristes

Este post originou este post, que por sua vez originou este post atual e que por conseguinte originará - sabe só Deus quantos, e acho que nem Ele sabe ao certo - mais alguns. É assim, a vida é um post minha gente!

 

O José da Xã tocou num ponto muito importante. Parafraseando-o:

 

Quantos haverá que desejariam ter dúvidas, aborrecimentos mais que não fosse para se mostrarem que estão realmente bem vivos?

 

Já disse algures por aqui, que considero a apatia muito mais grave, muito mais severa para o espírito, muito mais mordaz, do que a depressão. A depressão é uma forma de estarmos vivos, estar triste é sentir, sentir através do pessimismo, da nostalgia e das lágrimas mas é sentir. Já a apatia é não sentir de todo, é ser indiferente, é não importar o vivo ou morto, a carne ou peixe, o vermelho ou o azul. E na minha opinião não sentir é já por si só uma forma de morte, uma espécie de morte cerebral: o corpo mexe, a boca fala, os ouvidos ouvem... Mas a alma não sente. A alma está apenas em piloto automático a aguardar sabe-se lá o quê.

 

Aqui em casa sou conhecida por ser a melodramática, a exagerada, a que sente tudo sempre de modo demasiado excessivo. Sabem o que lhe costumo dizer? "Preocupa-te que eu continue a sentir tudo assim desta forma, porque no dia em que deixar de me preocupar, então já não há nada a fazer!"

 

E como cantam A Naifa, "todos os dias agradeço a Deus, esta depressão que me anima", porque a verdade é que já passei pelos dois campos de trigo e prefiro aquele mais picado que magoa nos pés, do que aquele em que passo com indiferença.

 

Dizem os povos antigos que tristezas não pagam dívidas, mas a verdade é que alegrias também não. Deve ser por isso que não contraio dívidas...

 

Como é que é Maria? Temos-te neste Duelo-Pseudo-Triste?

Excesso de peso #1

Atingi o meu peso máximo, de sempre.

 

Na quarta-feira fui à consulta com a nutricionista e apesar de não ter entrado com 50kg e ter saído de lá com 80, a verdade é que pela primeira vez me caiu a ficha de um modo doloroso. Não tenho, como achava que tinha, excesso de peso, já ultrapassei essa fase. Estou neste momento declarada como obesa. Obesa grau I, perfeitamente recuperável em tempo útil, é verdade, mas obesa, e nunca esperei ouvir esta palavra a mim associada em conjunto com aquelas séries de avisos e perigos devido à minha "condição" - chamemos-lhe assim. Eu, Mula, que sempre me classifiquei de gorda - mas numa de estar acima do peso - caiu-me o mundo, quando ouvi a palavra obesidade, porque acho que só agora tomei consciência do quão gorda efetivamente estou. Congelei a olhar para o gráfico. Tenho um corpo de uma pessoa de 44 anos, disse-me a nutricionista e aquilo que mais reclamavam no ginásio - a minha massa muscular - é agora o melhor resultado de todos - incrível - e até a água está baixa, baixa, baixinha. E se eu vos disser que passei a beber o dobro ou triplo de água do que bebia desde que estou no novo trabalho? Nem sei que vos diga...

 

Sempre olhei para as pessoas com obesidade mórbida com olhar de crítica. Eu Mula me confesso. Faço parte daquele leque de pessoas que, quando vê uma pessoa que mal se consegue mexer, arrastar-se até ao balcão do McDonalds, que fica chocada e a pensar como é que é possível alguém deixar-se chegar a este ponto. Acho que no fundo, tenho estes julgamentos, pela mesma razão que gays que se escondem no armário a sete chaves, desenvolvem tantas vezes atitudes homofóbicas: Por medo. Sempre disse para com os meus botões que era impossível que isso algum dia me acontecesse. Espero sinceramente que seja impossível e que tenha olhos na cara e bom senso no cérebro para que realmente isso nunca me aconteça, mas a verdade é que percebi - finalmente? - que é apenas uma linha que me separa dessas pessoas, porque é muito fácil perder o controlo - muita gente não compreende, mas a verdade é que alma de gorda uma vez, alma de gorda para sempre. Sem um espelho, sem uma balança e pessoas ao meu lado que me ajudem, é muito fácil chegar àquele ponto, a verdade é esta. É muito fácil uma pessoa como eu, ficar gorda quase irrecuperável, porque eu tenho efetivamente uma alma de obesa, e um estômago ainda pior, que eu consigo comer quantidades astronómicas de comida e ainda achar que comia mais um 'cadito se sobrasse.

 

Há dois anos consegui perder bastante peso, 10kg, e ainda me aguentei algum tempo. Mas recuperei-os no último ano sem dar conta e ainda mais alguns de bónus, que era para não me sentir sozinha. Por isso se é fácil engordar 10kg num ano, é muito fácil engordar 20, 30 ou 40 em dois ou três anos. É fácil não darmos conta porque o aumento é gradual, é fácil perdermos o controlo, é fácil desmoralizarmos das dietas quando elas não têm os resultados que nós queremos, é fácil desistirmos de perder peso quando cada vez mais aumentamos de tamanho.

 

Eu neste momento decidi dizer basta, e foi por isso que decidi pedir ajuda. Já tinha andado em nutricionistas, mas sempre foram consultas no âmbito de ginásios. Foi a primeira vez que fui a uma nutricionista por minha livre e espontânea vontade e apesar de nos próximos dias ir passar muita fominha - não adianta darem-me palmadinhas nas costas que eu sei que vou passar muita fome - para já estou motivada - na realidade não estou motivada estou só tão abalada que só de pensar em açúcar me dá nojo - pelo que espero conseguir alcançar os objetivos da xô dôtora que é 1kg por semana, só com dieta, sem exercício.

 

E assim resumindo o meu plano para os mais curiosos:

  • Consultas de 15 em 15 dias - que eu não sou de fiar.

  • Litro e meio de água com drenante pras coxas -. a sorte é que aquilo é bom e faz-me beber mais água - mas só até às 16h para não me abalar o sono nas idas noturnas constantes à casa de banho.

  • Muitas coisas secas pra veia, perdão para o estômago, como tostas, tostas extra finas, bolachas marinheiras e tantas outras coisas cuja existência até então desconhecia. Quem me conhece sabe que eu não sou fã de bolachas ou tostas, mas entre isso e fome, venham até a mim as tostas deste mundo que até me sabem a cheescake.

  • Muitos legumes, alguma fruta (máximo de 3 peças), e nada de hidratos de carbono - massa, arroz, batata - à noite.
  • E olhando agora para o plano: Cadê o leite? Não há leite! E agora? Não há leite, mas há dois iogurtes que podem ser comidos duas vezes ao dia - ao pequeno-almoço e ao lanche - e até posso comer um pãozinho escuro - aiii que provei um de alfarroba delicioso - com queijo de barrar light ao pequeno-almoço.

  • Molhos: Só polpa de tomate. Queijos: Só frescos e a reduzir à proteína - carne/peixe - no prato principal.

  • Quanto às porções... Não falemos de coisas tristes se não eu choro.

 

E pronto é isto. Entretanto vou só ali chorar um bocadinho enquanto como uma folha de alface para deprimir! Ai não, esperem! Estou proibida de fazer refeições fora dos horários permitidos, pequenos lanches não são permitidos! Pronto, vou só deprimir sem folhas de alface então.

 

Tudo por um corpo de verão 2020!!!

Uma questão de nervos #1

Comentários que me tiram do sério:

No tempo dos nossos avós é que as pessoas eram saudáveis! Porque não comiam nada desta porcaria das comidas processadas e fast foods.

 

Aceito que me digam que as comidas processadas são um cancro na nossa vida. Aceito que me digam que as pessoas comiam coisas mais naturais, aparentemente mais saudáveis, quer na altura das nossas avós como das nossas mães. Mas gente, o que eu não aceito é que me digam que as pessoas eram mais saudáveis do que são hoje. Porque isso não é verdade. As pessoas morriam por espirrar! [Daí o "Deus te salve!" que habitualmente sucede o aaaatchimmm.]

 

GENTE, aprocheguem-se cá à Mula... Em 1970 - nesta altura ainda só se comia couvinhas boas e peixe sem petróilo certo? - a esperança média de vida  (EMV) rondava os 67 anos! As pessoas nos anos 70 morriam antes de chegar à reforma atual (ok, agora também...)! Atualmente a EMV ronda os 80 anos!

 

Se eu acredito que sem fast food, sem salsichas e sem peixe e fruta contaminada poderíamos chegar aos 100 anos? Acredito pois claro que acredito, mas não me venham com histórias que antigamente é que era, porque antigamente muitas crianças - e nem as couves do campo lhes salvavam a vida - não chegavam a ser adolescentes, e hoje em dia o que não falta por aí são adolescentes parvos para me azucrinar a cabeça!

 

Por isso deixem o salmão em paz, deixem-me comer as maçãs à vontade venham elas de onde vierem e siga para a fila do McDonalds mais próximo, que o que nos falta em juízo, felizmente a nossa medicina tem em dobro!

 

Fujam dos clichés como o diabo foge da cruz, se não os pelos da Mula eriçam-se todos!

 

 

 

P.S.1: Sempre se morreu de cancro - o tabaco e o alcool não são uma invenção moderna do século XXI -, de diabetes - aiii a quantidade de açúcar que tem a fruta! - e de castrol elevado - que os enchidos do interior do país não decoravam só as casas das aldeias e as gentes barravam o pão com BANHA DE PORCO, como é que isto pode ser saudável? - só não tinham era uma televisão preocupada em buzinar isso a toda a hora. "Ah ó Mula mas não existiam pessoas obesas!" Minha gente boa, a minha avó nunca deve ter comido um BigMac na vida e garanto-vos que deveria de pesar umas três vezes mais do que seria recomendado. Pensem nisso!

 

P.S.2: A francesinha, a feijoada à transmontana, o cozido à portuguesa, os rojões à minhota, as papas de sarrabulho e outros que tal, não são invenções recentes. O presunto, as alheiras e as partes gordurosas dos animais, como patas e outros que tal, faziam parte da alimentação de muitas famílias e não sendo fast food, fazem mal pra chuchu e fazem parte da alimentação portuguesa há décadas... E já nem quero falar nos queijos que ficavam ao ar livre a apanhar todo o tipo de bactérias e mais algumas... Que aí, aí perco vontade de comer queijo! [Mentira, eu nunca perco vontade de comer queijo.]

 

P.S.3: A "revolta" contra a comida saudável não tem nada a ver com a visita à nutricionista, nem com o barramento de tudo o que é bom nesta vida e qualquer semelhança com este facto é pura conspiração vossa!

 

P.S.4: Irra que o número de palavras calão bateram recordes históricos neste blog. Perdoem-me, amanhã regressarei ao registo normal. Grata pela compreensão!

 

P.S.5: Conclusão do dia: Nós não comemos demais... Mexemo-nos é de menos! [Pronto está bem, e comemos demais, mas isso agora também não interessa nada!]

Acho que não sei estar triste...

Sou uma pessoa alegre por natureza. Não digo que já nasci alegre, porque dirá a mãe que é mentira, que pela maneira como abria as goelas para berrar, muito alegre não deveria de ser, mas sou, normalmente uma pessoa bem disposta, quase sempre com um sorriso plantado e uma gargalhada pronta. 

 

Ainda assim, e apesar de não ser comum, sou humana e por isso nem sempre estou nos meus dias. Por vezes acordo deprimida, nem sempre a vida me vai de feição e por isso nem sempre tenho essa alegria a correr-me nas veias. Sou no entanto anormal a mostrar tristeza. Acho que não sei expressar tristeza, acho que não vim com essa funcionalidade. Assim, quando estou triste ou deprimida, demonstro apenas mau feitio, fico resingona e até meia bruta. Quando estou triste sinto a paciência a esvair-se pelo suor, ou simplesmente pelo oxigénio... Assim, quando estou triste as pessoas olham para mim e veem apenas uma Mula chateada, aborrecida, mal humorada... Uma Mula, portanto, e como tal, fazem poucas perguntas. Tem no fundo as suas vantagens.

 

Acho que não sei estar verdadeiramente triste, com aquele olhar à gato das botas e aspeto despedaçado ao estilo da azulinha do filme Divertida-Mente.  Fico só trombuda, calada e pouco dada a convívios...

 

Mas tu não choras Mula? 

Choro pois. Aliás choro por tudo e por nada. Choro a rir, choro por estar triste, choro por estar nervosa, choro por empatia se alguém chorar à minha beira, choro por estar com raiva... É como vos disse: choro por tudo e por nada, por isso este também não é um fator diferenciador...

 

Acho que só vim com o termostato das emoções avariado, mas cá dentro no peito, sinto tudo. Talvez por isso sinta tanto a necessidade de escrever, porque escrita não é aparência, escrita é sentimentos... E eu quando escrevo sinto que me expresso verdadeiramente, ao passo que quando tento falar... Apenas meto os pés pelas mãos e não sai nada de jeito... Ainda assim, nunca tentem compreender tudo o que escrevo, que por vezes, talvez por vir tão do fundo de mim, não tem compreensão possível, porque nem tudo é verdadeiramente racional. Por vezes é só um conjunto de incoerências escritas pela mesma ordem que são sentidas.

 

Nem sempre tenho coerência interna... Quanto mais escrita... 

Sabem aqueles dias...

Em que tudo vos corre bem, em que acordam bem dispostos e aparentemente com o cu virado para a lua

 

Aqueles dias em que parece que toda a gente vos sorri, vos ajuda e o dia é feliz? 

 

Hoje não é um desses dias. 

 

Obrigada e boa tarde! 

 

P.s.: se não der notícias nos próximos dias é porque cortei os pulsos e em lugar oportuno alguém vos dirá onde podem conhecer a Mula empalhada! 

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.