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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Guilty Pleasure

Não sou uma pessoa que siga os seus ídolos. Verdade que já vi para aí umas 10 vezes Amor Electro e vou sempre ver quando posso, mas a verdade é que não iria muito longe para ver, nem pagaria muito dinheiro para os ouvir. Vieram muitas bandas este ano a Portugal que eu gostaria muito de ter ido ver, os Guns n' Roses foram uma delas. No entanto fiquei desempregada e quando entretanto arranjei trabalho os bilhetes já tinham esgotado, verdade seja dita que também estavam a  um preço verdadeiramente absurdo, mesmo empregada provavelmente não compraria.

 

Há no entanto um cantor que eu adoro e faço questão de o ver sempre que vier a Portugal. Vi-o pela primeira vez em 2012 - e paguei um pequeno balúrdio para poder estar na fila da frente, bem ali juntinha ao palco - com gripe, estava cheia de febre, cheia de dores de garganta e gritei que nem uma perdida. Só para terem um pouco a noção da minha doença. Vi-o pela segunda vez em 2013 bem mais distante por um valor mais baratinho, e dancei, pulei e gritei como uma verdadeira Luanete.

 

 

Já vos tinha confessado aqui, adoro Luan Santana, e é realmente o único músico que estou disposta a pagar mais para ver, e assistir ao concerto independentemente de tudo. Vem pela terceira vez ao Porto e eu já garanti o meu lugar. Não sou pessoa de grandes compras, de grandes desejos, mas este, este é o meu guilty pleasure.

 

Ainda falta muito para Fevereiro?

 

Deixo-vos com o último single:

 

 

Alguém com uma doença como a minha por alguma banda ou músico?

E agora uma pequena música da Mula...

Depois de o Love Actually ter criado a versão Christmas is all around a Mula criou a versão Spring is all around, para vos contar o que é que se está a passar.

 

"Spring Is All Around"

I feel it in my hair
I feel it in my nose
Spring is all around me
And so the sneeze grows

It's spread on the wind
It's everywhere I go, oh no oh no
So if you really love me
Come on and stop this show

You know I love spring, I always will
But i'm tired, i sneeze all the time
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on summer, will be this again

I see my face before spring
The skin was so soft and clean
I cannot stop to thinking
Now It's bumpy because of pollen
Oh yes it is!
 
My hair is all over the floor
My hair is all over my coats
I need someone beside me
To clean all this mess
 
You know I love spring, I always will
But i'm tired, i sneeze all the time
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on summer, will be this again

Stop falling please!

It's spread on the wind
Oh everywhere I go, yeah, oh hell
So if you really love me, love me, love me
Come on and stop this show
Come on and stop this show
Come on and stop this show
Come on and stop this show (come and let me stop, baby)
Come on, come on, come on let me stop baby
Come on let me stop
Come on let me stop baby
Come on let me stop

 
 
E para acompanharem este fantástico momento musical, ainda vos deixo aqui o instrumental para vocês cantarem e tudo. Quem é amiga? Quem é?
 
 
 

 

 

E pronto, é isto, aqui por casa já há cabelos espalhados por todo o chão e nariz ainda mais entupido que o normal e dores de garganta... e essas fantásticas coisas que a Primavera traz com ela!

A Mula conta-vos histórias da música que ouve!

A Mula convida gentes doidas e sem qualquer juízo para vos contar histórias igualmente doidas e sem juízo, mas a Mula também gosta de contar histórias, e há tanto tempo que a Mula não contava histórias que hoje, olhem, hoje decidiu contar-vos uma, sobre o grande flagelo que é um funcionário público da segurança social tentar mudar o sistema. Está visto que não vai correr bem!

 

Estão preparados?

 

A Música é dos Deolinda, e chama-se Há-de Passar.

 

Conta-me Histórias.png

 

 

 

 

Hoje conto-vos a história da Josefina, funcionária da Segurança Social há mais de 30 anos, que farta da opinião que têm a cerca dela - não dela pessoalmente, que a ela quase ninguém a conhece, mas o que ela representa - tenta ir contra o sistema lento, burocrático e até apático com que lida diariamente, só que os obstáculos são demasiados.

 

Tenho vontade de seguir uma outra via

Mas eu desisto

Tenho vontade de mudar a minha vida

Mas não arrisco

 

Josefina tem muitas vontades como podemos ver, mas são imensos os obstáculos que se colocam à sua frente que a impedem de tomar uma atitude radical. Ora é a senhora que vai lá com os 7 filhos pequenos ranhosos e mal-cheirosos, para passar à frente de toda a gente na lei das prioridades e a berraria que isso origina junto dos demais. Ora é o senhor que a insulta porque perdeu o direito ao RSI, por ter recusado apoiar os idosos no centro de dia da freguesia. Ora é todo um historial de gentes que não merecem, que faz com que a Josefina acabe por desistir de se insurgir contra o sistema, porque realmente ela vê muitas alminhas que abusam do sistema mesmo quando ele já é benevolente para alguns, e imagina que tentar ser diferente só poderá originar mais problemas.

 

Só que manter-se neste emprego, realmente causa-lhe alguns problemas de consciência, essencialmente quando precisa de cortar na reforma do pobre idoso, que já mal tem dinheiro para a medicação para a reumática... Custa-lhe tanto que até já pensou em mudar de vida, mas com aquela idade já não arranjaria emprego noutro lugar. Que empresa privada daria emprego a um funcionário público, com a fama que estes têm no mercado de trabalho? Não, a Josefina não arrisca.

 

E deixo-me andar, e deixo-me andar

Aqui bem sentada

Braços cruzados, perna trançada

E deixo-me estar, que essa vontade

Um dia há-de passar

 

E assim Josefina desiste de tentar ser diferente e acaba por fazer o mesmo que os seus colegas: demonstra-se preguiçosa quando é preciso ir pedir uma segunda opinião à chefe, preferindo dizer "não dá"; "não é possível", "tem de tirar a senha D para isso", e afins. Lá no departamento, desde que a Josefina para lá foi trabalhar tinha regras simples e sabia-as bem: fazer o mínimo possível, ser o mais mal disposta possível, para evitar que as pessoas ganhem algum tipo de carinho para com aquele departamento, dissuadindo as pessoas de irem àquele serviço. No fundo, é para evitar que as pessoas estejam lá sempre enfiadas, para que seja o verdadeiro martírio ir para a segurança social e com isso irem o mínimo de vezes possível. Faz sentido? Pois, realmente após conhecer a história da Josefina, fez-me todo o sentido!

 

Tenho vontade de dizer aquilo que penso

Mas tenho medo

Tenho vontade de exigir o que eu mereço

Mas nem me atrevo

 

Mas a Josefina vive assim com estes demónios internos, entre o que gostaria de ser e de fazer na sua função e o que consegue na realidade fazer.

 

É que uma vez a Josefina foi muito simpática com um casal que vivia num barracão ali no bico de Cabelo, que teve que ser desmantelado por causa agora daquilo ser considerado reserva natural, e por causa disso o casal ter ido vier para as ruas, e foi um bico d'obra! Durante UMA SEMANA as colegas recusaram a sentar-se com ela às refeições, diziam "onde é que já se viu, agora sermos sorrisos para com as pessoas que cá vêm!" e realmente a Josefina tem medo de fazer diferente, porque aquelas colegas vão continuar a ser as suas colegas até à idade da reforma e já se sabe, é preciso manter o bom ambiente de trabalho, por isso ela tem medo.

 

Isso coloca-a numa posição muito complicada, porque quando as pessoas vão lá à secretária dela insultá-la e dizer-lhe que não é prestável, e que é preguiçosa e incompetente, ela sente vontade de exigir o respeito que merece e dizer às pessoas que só é assim porque a obrigam, e que se for diferente não tem companhia ao almoço para discutir as novelas que vê à noite às escondidas do marido. Só que sabe perfeitamente que se contasse isso às pessoas que as pessoas iam tentar fazer alguma coisa por ela, e provavelmente iriam levá-la ao Goucha e à Cristina para contar o que vive nos calabouços do Estado, e nem se atreve, que aí então, seria o fim do mundo, e agora com os cortes da função pública, as coisas ficariam pretas para aqueles lados.

 

E deixo-me andar, e deixo-me andar

Aqui bem sentada

Braços cruzados, perna trançada

E deixo-me estar, que esta vontade

Um dia há-de passar

Há-de passar,

Aqui bem sentada

Braços cruzados, perna trançada

E deixo-me estar que esta vontade

Um dia há-de passar

 

E acaba por seguir os restantes carneirinhos e ser igual a todos, contribuindo, qual efeito bola de neve, ainda mais para a má fama que tanto é característica dos funcionários públicos e que ela tanto odeia. E continua a indeferir pedidos que tinham tudo para serem diferidos. E continua a mandar as pessoas tirarem outras senhas que podiam muito bem serem tratados por ela, porque a pausa para o cafézinho chegou, e afins... Ela tenta lutar contra o sistema, mas não consegue, no fundo toda esta luta se passa na sua cabeça mas não passa para o plano real.

 

Tenho vontade que me levem mais a sério,

Mas não consigo

Tenho vontade de berrar o impropério

Mas só me sai isto

 

E novamente, acha que não faz bem ser assim, e acha que a sua opinião tem imenso valor e que por isso deveria de ser levada mais a serio, mas por todas as razões já anunciadas nem se atreve a tentar, e fica inclusive com vontade de dizer palavrões, só que a senhora Josefina nasceu ali para os lados da Foz do Douro e ensinaram-lhe que menina de bem não diz impropérios e como tal, resta-lhe continuar a fazer o seu trabalho como sempre fez.

 

E deixo-me andar, e deixo-me andar

Aqui bem sentada

Braços cruzados, perna trançada

E deixo-me estar que essa vontade

Um dia-há de passar, há de passar

Aqui bem sentada

Braços cruzados, perna trançada

E deixe-me estar que essa vontade

Um dia há de passar, há de passar

Há-de passar, há-de passar, há-de passar...

 

E lá continua a recusar-se a tirar fotocópias aos idosos que lá vão requerer aumentos na reforma, obrigando-os a descer com os andarilhos as 50 escadas do edifício, já que o elevador ficou de ser arranjado há mais de um mês mas sem sucesso. Até que um dia...

 

Há-de passar e esta vontade agora já passou

 

Acorda deste pesadelo e descobre que tudo não passou de um sonho e que nunca desejou ser diferente porque não daria para ser de outra maneira. Que alívio, Josefina! Pensa. Que triste seria viver assim! Esboça um sorriso calça os seus mocassins de pele de há 10 anos, e lá vai para mais um dia de trabalho para causar cabelos brancos a quem a ela recorrem a pedir ajuda!

 

Os funcionários públicos que me leem que me perdoem, mas... alguém tinha de contar a história da Josefina a ver se alguém decide contar a história de forma diferente. Mudar a visão que as pessoas têm dos funcionários públicos depende de todos vós! Mas pelos vistos não depende da Josefina...

 

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Têm uma história engraçada sobre uma música e gostariam de a partilhar connosco? Mandem a vossa história para desabafosdamula@hotmail.com e a história será partilhada aqui nos Desabafos da Mula assim que possível.

dESarrumada, conta-me histórias da música que eu ouvi!

Não podia deixar a dESarrumada de fora desta rubrica, simplesmente não podia. Se é verdade e loucura que eu quero nesta rubrica, se é o desmistificar das histórias que aparentemente se escondem atrás das músicas, então a dESarrumada tinha que aqui contar a sua, que neste caso não é sua, mas da Beyoncé e do seu Jay Z, que como verão andam apenas a atirar areia para os olhos dos seus ouvintes! A Beyoncé e o Jay Z são no fundo uns taradões sexuais que embrulhados em acordes giros passam para fora e para as suas seguidores estórias de depravação e horror! Fiquem e leiam. Pura verdade. Pura verdade.

 

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A Mula foi uma fofa e decidiu dar-me a árdua tarefa de me concentrar uns 30 minutos - admito que foram mais, mas who cares? - A Mula merece! É caso para dizer… para a Mula não vai nada, nada, nada??? Tudo!!!

 

Antes de mais começo por dizer que a Beyoncé está de parabéns porque está grávida de gémeos, mas menos de parabéns porque tirou uma fotografia pirosa para o anunciar e tem sido vista em eventos importantes a envergar trapos hó-ró-ró-sos! Mas tirando isto tudo aquilo deve estar de vento em popa com o Jay Z e já vão perceber porquê.

 

Vou então dedicar-me a contar-vos a verdadeira história da música da Beyoncé I can see your halo, ou como eu prefiro chamar-lhe: Consigo ver-te o falo!

 

 

 

 

Remember those walls I built?

Well, baby they're tumbling down

And they didn't even put up a fight

They didn't even make a sound

 

Aqui a Beyoncé começa por dizer ao seu querido Jay Z que os senhores ilegais que chamaram para construir as paredes lá de casa não valem um tostão furado quanto mais uma sandes de torresmos. Não é de admirar, visto que as paredes caíram de mansinho e ela conseguiu ver o quarto do Jay Z para lá do quarto dela. Sim, sim, todos sabem que eles só estão juntos para inglês ver em eventos importantes e que só se juntam de vez em quando para fazer bebés com beiços grandes.

 

Mas porque será que ela começa a música a falar sobre isto? Ficam já, já, a saber, calma aí com o andor que isto ainda só vai nos primeiros acordes e a coisa tem que render para o vídeo ficar todo melódico-fofo. Isto de ser uma celebridade que faz pose com véus na cabeça, estando grávida, tem muito que se lhe diga.

 

I found a way to let you in

But, I never really had a doubt

Standing in the light of your halo

I got my angel now

 

Ela diz ao Jay Z que arranjou uma forma de fazerem o amor sem ficar com a passarinha toda queimada: o famoso lubrificante ANGEL! Ai, ai, isto há um ano atrás tinha-me dado tanto jeito… mas isso agora não interessa nada, como diz a que-ri-da Teresa Guilherme.

 

A Beyoncé já está em frente ao seu falo, e pelos vistos ele emana luz! Ou será que o Jay Z decidiu decorar o falo com uma daquelas grinaldas das árvores de Natal com 3 metros??? Bem me pareceu, como já tinha dito, estas celebridades batem mal da cabeça e têm fetiches esquisitos.

 

It's like I've been awakened

Every rule I had you breakin'

It's the risk that I'm taking

I ain't never gonna shut you out!

 

Ela diz sentir-se uma nova mulher, mais acordada e desperta para a vida! Pudera, fazer o amor no meio dos escombros de uma casa construída, provavelmente, por mexicanos (os que ainda não foram expulsos pelo Trump!) deve ser uma sensação do outro mundo. Tanto é que ela nem se importou que ele quebrasse as regras dela de não fazerem o amor no chão sujo de cimento porque isso podia sujar o véu (aquele branquinho da foto lembram-se?).

 

 Ah, isto para não voltar a falar do falo iluminado do Senhor Z, que ela não quer apagar!

 

Everywhere I'm looking now

I'm surrounded by your embrace

Baby, I can see your halo

You know you're my saving grace

You're everything I need and more

It's written all over your face

 

Pronto, está o caldo entornado! Ela admitiu que o falo do senhor Z é grande e que se sente cercada por ele! Esperemos que não tenham enveredado por práticas sadomasoquistas estranhas com a grinalda da árvore de natal e que não tenham convidado os mexicanos! Ou então sim, até tinha piada um dos putos nascer a cheirar a Chili con carne.

 

Baby, I can feel your halo

Pray it won't fade away

I can feel your halo, halo, halo

I can see your halo, halo, halo

I can feel your halo, halo, halo

I can see your halo, halo...

Halo, ooh ooh...

 

Ele acelerou os movimentos e ela parece esta a gostar de sentir o seu falo dentro dela, ou será que optaram por práticas orais? Porque ela está sempre a dizer que o consegue ver, depois que o consegue sentir, que o consegue ver, sentir, ver, sentir… já perceberam o que quero dizer, certo?

 

Hit me like a ray of sun – Porque o falo está iluminado!

Burning through my darkest night aqui a coisa escura deve ser o rabinho, só pode!

 

You're the only one that I want

Think I'm addicted to your light

I swore I'd never fall again

But this don't even feel like falling

Gravity can't forget to pull me back to the ground again

 

Aqui ela tenta ser romântica, diz que está a atingir o orgasmo, que isso lhe dá asas e que não quer cair! Mas o que ela quer mesmo é uma festa mais tarde só com os mexicanos, quando o Jay Z estiver em concertos noutro estado do país. E de preferência seria melhor se o Jay Z deixasse ficar lá por casa o lubrificante ANGEL e a g de Natal porque ela ficou viciada na luz que aquilo dá!

 

Espero que tenham apreciado este pequeno momento de interpretação musical de uma das cantoras favoritas da minha adolescência!

 

Cum carago, já não sou adolescente???

 

Beijo na bunda meus queridos!!! 

 

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Não sei se me choque, se me preocupe, se, se, se olhem, nem sei! Andava eu a gritar I can feel your halo sem saber realmente o que andava eu a gritar. É que se formos no encaminhamento da minha playlist veremos que não há realmente dúvidas de que é que se trata, só que eu estas já tinha cuidado ao cantar no centro de saúde quando rodeado por pessoas acima dos 65 anos: It's rainin' men. Hallelujah (The Weather Girls) ---> She's a maneater (Hall and Oats) ---> e agora mais recentemente Acordando o Prédio (Luan Santana), e eu achava que a música Halo estava ali assim um pouco deslocada, digamos. Não está, não está! Sua depravada Beyoncé! A querer comer mexicanos ao pequeno almoço quando o Jay Z se esfalfa a trabalhar para sustentar a prole, uma vergonha é o que é! E depois a Like a Virgin é que ganha a má fama, coitado do ex-jipe do Zé Mário!

 

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Blog do Caixote, conta-me histórias da música que eu ouvi!

E desta vez a intimada a contar uma história doida foi a Gabriela do Blog do Caixote que nos trouxe a música Can't feel my face dos The Weeknd, uma música que esconde a própria biografia do Xôr Abel, que é como quem diz do Weeknd. A própria história numa só música, imaginem lá! A Caixote jura que é verdade e por isso só podemos acreditar que é, porque razão não haveria de ser? E se atentarmos bem na letra, até acho que podemos sentir a música um bocadinho como nossa também... Acho que podia ser uma história minha, tirando o Tojó que não o conheço está claro e acho que a Caixote até sentiu a história um bocadinho como sua, e assumiu, estilo exorcista, a voz do The Weeknd para nos contar a mesma na primeira pessoa para ser mais fácil de entender.

 

Vamos curtir esta tripe de anestesia com o The Weekng? 'Bora lá! 

 

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É isto que me apanham a cantar sempre que vou à dentista. I can’t feel my face.

 

 

 

And I know she'll be the death of me, at least we'll both be numb

And she'll always get the best of me, the worst is yet to come

But at least we'll both be beautiful and stay forever young

This I know, yeah, this I know

 

A anestesia é tão, pá man, tão power que fico com a cara à banda., mas mesmo à banda, tipo se não me vir ao espelho acho que tenho a cara toda torta, pá, mas tipo não tenho.

 

É aquela cena de tipo não me importo, ok, só um bocadinho, porque é para ficar um gajo bom nos dentes, portantes é naquela, ficamos os dois bonitos, a minha cara e os meus dentes, tão a ver a cena, né?

 

She told me, don't worry about it

She told me, don't worry no more

We both know we can't go without it

She told me you'll never be in love, oh, oh, woo

 

A dentista diz-me para eu não me preocupar, que não me pode tratar os dentes sem me injetar aquela cena nas engivias, que não podemos mesmo, mesmo, passar sem anestesia, mas eu só me lembro daquela vez tipo em que andei com uma batata frita enfiada no lábio de cima sem dar conta.

 

I can't feel my face when I'm with you

But I love it, but I love it, oh

I can't feel my face when I'm with you

But I love it, but I love it, oh

 

Não consigo sentir a cara quando venho da dentista e até é fixe porque quando chego ao café viro-me pró Tojó e digo-le: "tipo, man, dá-me um murro aqui na cara, pá!” e ele dá e eu tipo a rir-me lolololol porque tás a ver não doeu e o tipo fica todo fodido da vida e eu rrsrsrsrsrs

 

And I know she'll be the death of me, at least we'll both be numb

And she'll always get the best of me, the worst is yet to come

All the misery was necessary when we're deep in love

This I know, girl, I know

 

Às vezes acho que tanta anestesia vai matar-me, tás a ver, é que vou prái uma vez pro semana à dentista, man! Mas é aquela cena de ser um mal que tipo, até vem por bem. Despois eu acho que a minha dentista é boa, mas boa, boazona, e até acho que estou apaixonado por ela. E eu até ficava aqui a falar sobre ela oh man, o dia todo, mas foda-se não consigo sentir a cara, nem a boca e tás a ver, preciso da boca pra falar e acho que ia tar sempre a dizer a mesma coisa, Lol!

 

She told me, don't worry about it

She told me, don't worry no more

We both know we can't go without it

She told me you'll never be in love, oh, oh, woo

I can't feel my face when I'm with you

But I love it, but I love it, oh

I can't feel my face (I can't feel nothing) when I'm with you

But I love it, (but I love it) but I love it, oh

I can't feel my face when I'm with you

But I love it, (but I love it) but I love it, (but I love it) oh

I can't feel my face when I'm with you

But I love it, (but I love it) but I love it, (but I love it) oh

She told me, don't worry about it

She told me, don't worry no more

We both know we can't go without it

She told me you'll never be in love, oh, oh, woo

I can't feel my face when I'm with you (I can't feel my face)

But I love it, (but I love it) but I love it (oh I love it) oh

I can't feel my face when I'm with you (said I can't feel my face)

But I love it, (but I love it) but I love it oh

I can't feel my face when I'm with you (face, when I'm with you)

But I love it (but I love it) but I love it, don't you think I can't

I can't feel my face when I'm with you (I can't feel my face)

But I love it, (when I'm with you baby) but I love it, (when I'm with you baby)

I can't feel my fa-

 

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E a verdade é que acabou a dizer sempre a mesma coisa... Realmente a tripe de anestesia dá cá uma moca valente, perfeita para estas maluquices!

 

E quem já sentiu esta tripe doida levante o braço e diga Yoooooo!

 

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Silent Man, conta-me histórias da música que eu ouvi!

Até agora as minhas convidadas têm sido meninas mas parece-me bem que tragamos também para cá os homens a contar-nos histórias. Não é, aliás, o que eles melhor nos contam, meninas? Histórias? Muahahahahahaha

 

O meu convidado de hoje é o Silent Man e convidei-o porque sei que é fã incondicional de música, e porque também sei que gosta de histórias. E que história nos vai ele contar! Admirador de rock dos anos 70 e 80, a música que hoje nos traz é a Love Will Tear Us Apart dos Joy Division e promete arrancar-vos algumas gargalhadas.

 

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Podia abordar este tema de duas formas. Podia dar-vos a versão oficial, de como o vocalista, chamado Ian Curtis estava casado com uma mulher lindíssima de nome Deborah Curtis mas estava era apaixonado por uma senhora jornalista Belga e que isso levou primeiro ao fim do casamento e depois ao suicídio do moço. Mas não, eu vou dar-vos a versão VER-DA-DEI-RA: De como o senhor estava mesmo era a gozar com isto tudo e o que ele queria mesmo era sopas e descanso. E de como a mulher dele queria era rambóia!

 

 

 

 

When routine bites hard,

And ambitions are low,

And resentment rides high,

But emotions won't grow,

And we're changing our ways,

Taking different roads.

 

Então não se vê logo? Quando a rotina não nos larga! O rapaz queria estar de papo para o ar numa praia qualquer de areia branca, com uma bebida colorida com um chapéuzinho e uma senhora em topless a abanar uma folha de palmeira à frente dele. Mas as ambições do moço estavam muito em baixo pá. Não havia Euromilhões para ele apostar uns cobres, por isso ele estava ressabiadinho (resentment rides high) e por isso deixava de estar com a mulher (emotions won’t grow, coitado… O Viagra também ainda não existia) para estar com a senhora Belga que aparentemente era abstémica.

 

Then love, love will tear us apart again.

Love, love will tear us apart again.

 

Depois claro, a Senhora esposa dele ficava aborrecida e dizia que se queria separar dele, que ela não era como a outra e gostava de um pouco de forróbódó durante a noite e que se o Ianzinho não se pusesse a fancos ela falava com o senhor do talho que prontos… tinha mãos grandes e braços fortes e uns olhinhos de cachorro perdido cada vez que ela entrava no estabelecimento.

 

Why is the bedroom so cold?

You've turned away on your side.

Is my timing that flawed?

Our respect runs so dry.

Yet there's still this appeal

That we've kept through our lives.

O parvalhão ainda perguntava porque é que o quarto estava frio… Amiguinho, tu vives em Manchester, não na Polinésia, nem nas Maldivas. Tá frio porque a Inglaterra é pior que a Serra da Estrela. Fria que nem cornos! E sim, a tua mulher tá de costas para ti porque tu és um sacana, preferias estar de vacances com a Belga e ela preferia estar atracada ao do talho, sempre se divertia mais e andava com outro sorriso nos lábios.

 

But love, love will tear us apart again.

Love, love will tear us apart again.

You cry out in your sleep,

All my failings exposed.

And there's a taste in my mouth,

As desperation takes hold.

Just that something so good

Just can't function no more.

Adivinha lá porque é que a senhora grita durante o sono… Será que é porque está a sonhar com o papão? Não amiguinho. Voltamos ao homem do talho. Parece que o senhor tem lá uma chouriça que é uma beleza e a senhora tá com vontade de a sentir. Já tu, com as vergonhas à mostra e o sabor da outra na boca, olha… Ficas em segundo lugar que te f… lixas (que isto ainda é um blog de respeito!). E se não funciona olha… Aguenta mais uns aninhos que em 1998 nasce o Viagra!

 

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E assim morreu Ian Curtis sem conhecer o Viagra...

 

Estamos aqui a brincar, mas a impotência sexual é um assunto muito sério, muito sério. Tivesse este moço nascido numa altura em que a medicina estava mais desenvolvida e a vergonha alheia fosse um pouco menor, que provavelmente teria tido um final diferente.

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades sexuais. O que eu sempre digo, o que eu sempre digo!

 

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Amanhã é outro dia!

Às vezes é mais sensato ir à rotunda e fazer inversão de marcha: seguir é perigoso, é trabalhoso e pode ter sérias consequências. Mas assim nunca saberíamos o que existe para lá da rotunda.

 

E se depois só existir uma parede e uma seta a mandar voltar para trás? 

 

Já valeu a pena termos lá ido, porque abandonamos os "e se...?"  e os "talvez" e falamos com conhecimento de causa. 

 

A seguir, que seja para a frente. Vamos com medo, vamos preocupados, vamos apavorados, mas vamos! Depois se correr mal, certamente alguém estará deste lado para amparar os golpes, quanto mais não seja, nós mesmos.

 

E depois... Amanhã é outro dia! Os Deolinda é que sabem!

 

 

Nunca é Tarde - Deolinda

Nunca É Tarde.mp3

 

 

Tenta o que puderes tentar,

Erra o que tiveres de errar,

Amanhã é outro dia.

 

Nada é o que tem de ser,

Faz o que tens a fazer,

Pode ser que seja o teu dia.

 

Nunca é tarde para seguir

O que ainda está por vir,

Vale a pena insistir

E arriscar até sentir

Que é hoje o dia.

 

Se tens de recomeçar,

Estar é sempre ter lugar,

E até ao fim é sempre dia.

 

Nada terás a perder,

Existir é já vencer,

E és o dono do teu dia.

 

Nunca é tarde para seguir,

O que ainda está por vir,

Vale a pena insistir

E arriscar até sentir

Que é hoje o dia!

 

Tenta o que puderes tentar,

Erra o que tiveres de errar

Amanhã é outro dia!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.