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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Curtas do dia #703

O café sempre teve em mim um efeito poderoso e agora não sei o que fazer à minha vida. Vá, ajudem-me lá: se a vida fosse vossa e tivessem de escolher, o que escolheriam:

 

a) All Day-On: Estar acordada o dia todo, inclusive uma boa parte da noite, e passar horas no vira e revira na cama para tentar dormir. 

 

b) All Day-Off: Passar o dia em modo zombie, cheia de sono, mas dormir como um bebé. 

 

c) Outra. Justifica.

Livro Secreto II #5 Bichos de Miguel Torga

E o quinto livro do desafio do Livro Secreto edição II já seguiu viagem para novas paragens. Terminei assim de ler os Bichos de Miguel Torga. Já conhecia um ou outro conto, graças às aulas de português algures na escola preparatória - ou será secundária? - mas nunca tinha lido os restantes contos. Confesso que não sou a maior fã de contos, mas gosto de bichos, por isso...

 

 

O livro Bichos não é um romance, são sim vários contos de vários animais distintos, mais propriamente 14 contos, com 14 bichos tão diferentes entre si, tão semelhantes ao bicho homem, sendo o homem tão semelhantes aos bichos...Ou serão realmente humanos? Confesso que várias vezes deixei de perceber se falávamos do animal ou do humano que tantas vezes se confundem.

 

É um livro de leitura fluida, que se lê facilmente numa tarde mas que preferencialmente se deve ir lendo e apreciando aos poucos. É um livro com ensinamentos disfarçados, com histórias incríveis de animais incríveis, mas nem sempre bem sucedidos. Nem sempre com finais felizes, aliás quase nunca com finais felizes, porque a verdade é que a vida prossegue e não é uma fábula e este pequeno livro ensina-nos isso mesmo.

 

O meu conto favorito, como não poderia deixar de ser é o do Mago, que conta a história de um gato que queria ser livre mas acabou preso numa casa que apesar de desdenhar dos mimos gostava dos mesmos, ainda que isso tenha originado ter perdido o respeito e a amizade dos outros gatos. No fundo como as pessoas que constituem família e acabam no conforto do seu lar perdendo as ligações com outras pessoas extra-família.

 

A história que mais me entristeceu, foi a da humana Madalena, que foi rejeitada pelo namorado e que abortou como um animal selvagem no meio do nada, sem ajuda, sem amigos, sem ninguém, como um animal solitário. Temos também a história do Tenório, um galo adorado que no final virou refeição, tal como nós na vida real, que quando deixamos de servir deixamos de importar realmente.

 

No final do livro percebemos que não são meros contos ao acaso e conhecemos finalmente a sua ligação, por isso toca tudo a ler direitinho e nada de saltar contos.

 

É um bom livro para quem tem pouco tempo para ler, curto, bonito, com histórias simples mas não simplistas.

 

Boas leituras!

Não entendo...

Sei que há pessoas da área farmacêutica que me lêem, talvez haja alguém desse lado que me possa esclarecer.

 

Tenho rinite crónica perene desde miúda, mas desde há cerca de 8 anos que piorou significativamente, e desde então que uso inaladores com cortisona para que possa fazer algo relativamente desnecessário à vida humana, mas que o faço com gosto: Respirar, basicamente é para me dar ao luxo de respirar. [Conto em Novembro largar isto se me for possível, mas até lá, tenho de me aguentar.] 

 

Até aqui tudo bem. Tudo mal, na realidade, mas pouco relevante para a história. 

 

Durante vários anos comprei os inaladores na mesma farmácia. Sem problemas. Pedia, aviavam-me, eu pagava, saía, era uma moça feliz. Fanhosa mas feliz. 

 

Eis que um dia tento comprar o dito num local diferente e me pedem receita médica, porque de acordo com a menina da farmácia "só se vende com receita médica!". Como assim só se vende com receita médica se eu nunca precisei de receita e há anos que o utilizo? Estive para aí uns 10 minutos à discussão com a moça e obviamente perdi a guerra, e ainda saí de lá com um qualquer produto natural que era caro e não me fez rigorosamente nada. Resignei-me. Pois que pensei que tivesse sido alguma alteração. Estas coisas estão sempre a mudar, certo? O que hoje é bom, amanhã é mau, o que hoje se vende, amanhã já é prejudicial e passa a ser proibido... Coisas desse género. 

 

Eis que descubro a pólvora... 

 

Na realidade o "só se vende com receita médica!" é algo que depende do local - talvez da vontade de vender, ou não - e há locais que vendem sem receita e me fazem feliz - gente, eu não tenho vida para andar sempre no médico a pedir receitas! - e que nem questiona se tenho receita ou não e  depois há outros locais com gente má que esperam que eu sucumba aos céus vedando-me o acesso à minha droga - que não me causa qualquer efeito alucinógeno, nem me permite fazer uma viagem até qualquer lado fascinante mas inexistente, com muita pena minha. Agora tenho é uma espécie de lista mental de onde posso e não posso ir - basicamente é ir às de rua e fugir das dos centros comerciais. 

 

O local que me vende o dito, passa factura - com contribuinte e tudo, que eu fujo dos médicos mas não fujo às finanças -  e não apresento qualquer espécie de receita ou justificação, pelo que ilegal também não me parece que seja. 

 

Mas... Em que é que ficamos? Que lógica é esta afinal? É que a minha mãe tem o mesmo problema com uma pomada, também ela com cortisona.

 

#deixemacortisonaempaz #emportugalcadaumfazoquequer #eugostoédasfarmáciasderua #vendamoinaladoràmulasemperguntassenãoamulamorre

Lutar contra o excesso de peso #4

Controlo... Controlo... Controlo... Pronto já me descontrolei!

 

Perdi totalmente o controlo sobre a minha mente, pela primeira vez nestas 6 semanas de dieta. Podia culpar isto ou simplesmente a aproximação da menstruação, mas a verdade é que eu sou uma fraca.

 

É verdade que já cometi várias facadinhas na dieta ao longo destas 6 semanas, até agora todos os fins-de-semana foram um grande problema, mas foi a primeira vez que senti verdadeira gula incontrolável, como sempre senti ao longo da vida, mas que agora andava bastante controlada. Das outras vezes eu escolhi comer porcarias, desta vez é como se não fosse uma escolha, mas quase uma obrigação. Poucos, acredito, compreenderão este sentimento, mas é algo que é quase incontrolável e quando se vai a ver... Já não há volta a dar, a menos que me torne bulímica e vá ali num instante deitar tudo cá para fora. Mas eu não sou assim. Eu sou bastante compulsiva com a comida e é uma sensação que começa com uma ansiedade e termina com um pedaço de chocolate na boca. O meu cérebro quase não chega a reagir.

 

Cheguei a casa com uma vontade louca de comer um grande prato de massa com queijo. Eu não posso comer hidratos à noite, dizem. Então, decidi fazer uma vitela estufada bem apimentada e comer um pouquinho de massa para tentar acalmar o vazio na alma. Não foi suficiente. Juntei um pouco de queijo chedder para ajudar. Não foi suficiente. Fui buscar um mini gelado de fruta que tenho em casa para as horas de maior aperto. Não foi suficiente. E quando dei por mim já o travesseiro de chocolate que estava escondido na prateleira de cima do armário - para eu não ver - estava a ser devorado. Pior é que agora estas coisas caem-me mal, e sofro não só psicologicamente como fisicamente...

 

Sinto que nestes dias todo o esforço do dia foi em vão. Comi pouco ao almoço porquê? Comi apenas uma gelatina ao lanche porquê? Andei a esforçar-me para não comer fora dos horários estabelecidos para quê?... Sinto apenas que estraguei tudo.

 

E o que faziam os travesseiros em casa, perguntam vocês e muito bem? Por mim, acreditem, era algo que não entraria, mas alguém os traz porque diz que há alguém nesta casa que pode comer, e que eu sou adulta e por isso posso decidir o que como ou não como. Entendesse ele que não é nada assim...

Curtas do dia #701

Uma das muitas razões que me impossibilitam de ser uma fashion blogger:

 

Fui fazer a manicura no SÁBADO, mas ONTEM à noite, apenas dois dias depois, já parti uma unha - mesmo a meio, para não ser só pouco estético como também doloroso - e fui ao doutor Google perguntar como poderia fazer para não andar com um dedo meio à mostra e meio por mostrar. Descubro que existe uma forma de "reparar" a unha partida. Faço a espécie de "curativo", pinto por cima com uma cor que achei ser parecida... Só que não tem nada a ver. 

 

Entretanto se me perguntarem por que é que tenho uma unha cor-de-rosa e nove unhas salmão... Direi que agora é moda, a ver se pega! 

O poder das palavras

Dizia-lhe, no sábado, que precisávamos de um ferro de engomar novo que aquele já não estava a passar nada bem. Ele dizia-me que não, que este ainda estava bom e que só valia a pena comprarmos um ferro novo quando este avariasse.

 

No domingo liguei o ferro e o dito começou a deitar fumo e até faúlhas... 

 

Prometo não amaldiçoar mais nenhum eletrodoméstico aqui em casa, antes de ter assegurado outro para sua substituição.

Isto dos blogues é uma coisa estranha...

Partilhamos histórias com estranhos. Abrimos as portas da nossa vida a pessoas que não fazemos ideia de como são. Preocupamo-nos com pessoas que nunca vimos. Amarfanhamo-nos com histórias que nunca assistimos. Perguntamo-nos por pessoas que nunca conhecemos. 

 

Oferecemos o ombro a almas sem rosto. Choramos tantas vezes em ombros sem forma. Sentimos a ausência de quem nunca esteve realmente e fisicamente presente. 

 

Isto dos blogues é uma coisa estranha... Fazemos parte da vida uns dos outros, conhecendo mais, do que tantos que connosco dividem o mesmo espaço e respiram o mesmo ar, e se for preciso cruzamo-nos diariamente nas ruas sem nos reconhecermos. 

 

Isto dos blogues é uma coisa realmente estranha...

Curtas do dia #700

Quem é seguido por nutricionistas sabe a lengalenga do: "pronto, se for uma por mês não faz mal!", ou seja: "e quando posso comer batatas fritas? - se for uma vez por mês não faz mal"; "e como é com as francesinhas? - se for uma vez por mês não faz mal"; "e hambúrgueres? - uma vez por mês não faz mal". E podíamos ficar nisto o dia todo...

 

Eu até posso fazer o sacrifício de comer uma coisa destas por mês, mas se fizermos bem as contas, teria uma coisa destas para comer todos os dias, e ainda assim respeitar o "uma vez por mês não faz mal!"

 

Estarão a tentar pôr-me à prova?

Semana 28 - Desafio 365 Fotos

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Foto 1- Para testar a minha motivação ando diariamente com uma garrafa de água que fala de pizza... É mesmo para testar a minha capacidade de resistência "A tua pizza é a melhor, mesmo quando é encomendada" diz a bichana.

 

Foto 2- Fomos dar um passeio até aos jardins de Serralves e este é um dos resultados.

 

Foto 3- Gato na pasmaceira que encontramos no nosso caminho. Fomos lá incomodar um pouco o sono, fizemos-lhe festas, mas ele olhou mas continuou na dele, nem se demonstrou feliz com as festas nem incomodado.

 

Foto 4- Eu adoro girassóis! São flores que me dizem tanto, e foram as flores do meu casamento.

 

Foto 5- Estou a ler o Para onde vão os guarda-chuvas do Afonso Cruz, este é um cheirinho do que por lá podem encontrar.

 

Foto 6- Sábado, meu bendito sábado, foi dia de manicura que as unhas já estavam mesmo miseráveis - há mais de 6 semanas que não eram arranjadas, o verdadeiro horror!

 

Foto 7- E ontem, foi dia de passar com a mãe, e fomos jantar ao shopping com as melhores vistas da cidade.

 

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Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.