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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

A alegria de caber...

... Numas calças cuja existência já não recordava.

 

Em tempos - e por tempos entenda-se muitos alguns anos - a mãe ofereceu-me umas calças de ganga que eu amei. Nunca me serviram. Na altura estava em dieta e ela disse "vê estas calças como uma motivação, um dia vais caber nelas." Certo. Se quem espera desespera escondi guardei as calças para não me fazerem mossa na alma. Para isso já tinha os espelhos, não precisava de mais.

 

Semana passada a fazer umas arrumações, dei com as calças que nunca mais me lembrei que existiam. Torci o nariz e pensei "não, ainda não servem!" e guardei as ditas mais cá para a frente, para não lhes tirar os olhos.

 

Minutos depois voltei atrás, voltei a pegar nelas, e pensei: "porque não tentar?"

 

Depois disto:

 

E de um pouco disto:

 

Isto:

 

 

Custaram a subir? Custaram um poucochinho. Anca é anca aqui e na china, e a anca vai sempre dificultar a vida das mulheres, mesmo a das mais magras, mas depois de estarem no sítio... Não é que me assentam que nem uma luva?

 

Alegria. Pulinhos de êxtase. Rodopios de felicidade. Não, não foi apenas por me servirem finalmente umas calças que adoro, mas sim porque eu estava mesmo a precisar de umas que não me escorregassem da cintura a cada 5 minutos, e não queria - para já - estar a gastar dinheiro para daqui a uns meses já voltarem a não assentarem bem.

 

Já viram que sorte a minha os jeans nunca passarem de moda?

 

Thank you Mr. Levi Strauss for that, God bless you wherever you are!

Curtas do dia #886

Coisas parvas que me acontecem (mais vezes do que desejaria) e me irritam:

Não coloco os copos de vinho na máquina de lavar loiça porque tenho medo que partam e depois acabo a parti-los a lavá-los à mão... Ou porque me caem das mãos, ou porque faço demasiado força com a esponja, ou porque simplesmente cai qualquer coisa em cima deles enquanto estão a secar...

 

Bela lógica a minha, não?

Foto da Semana #3

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Esta semana trago-vos como foto uma foto de um animal que gosto muito: o lemur, neste caso o lemur-preto-e-branco-de-colar, típico da ilha de Madagáscar e que de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza está em risco de extinção. Este em particular, vive no Zoo da Maia e parece-me que gosta de posar para as fotografias.

 

Boa semana a todos! 

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Insidious: A última chave

Não conhecia a saga. Não fui ver os outros filmes, no entanto isso não foi nenhum impedimento uma vez que tem uma história com um princípio um meio e um fim. Sim há referências de situações acontecidas nos outros filmes, mas não senti que interferissem na história, não acho que a entenderia melhor se tivesse visto os outros três filmes, apenas teria um outro enquadramento. Um apontamento para quem viu os outros: Este filme, pelo que percebi e depois fui investigar, acaba dando ligação ao primeiro filme da saga.

 

 

No último filme da saga Insidious, a história centra-se em Elise Rainer, a médium que aparece nos restantes filmes da saga. Ficamos a conhecer um pouco da infância de Elise, de como a mãe morreu, de como vivia com um pai agressivo e porque razão se afastou do irmão. Aqui percebemos o tipo de contacto que Elise tem com os espíritos e a forma como a sua família lidava com o seu dom. Depois da morte da mãe, vemos Elise muitos anos depois, já adulta que decidiu usar o seu dom para ajudar outras pessoas. E é assim que regressa muitos anos depois à casa onde viveu até à adolescência. Após receber uma chamada do novo morador, decide enfrentar os seus piores demónios, literalmente. Ao longo do filme vamos tendo acesso a algumas imagens do passado de Elise para compreendermos o presente.

 

Dizem que este é o pior filme da saga. Isso eu não posso dizer porque não vi mais nenhum, mas posso dizer-vos que foi o filme de terror mais arrepiante que vi nos últimos tempos. Achava que ia sentir o que senti com este a ver o It e não senti - estranhamente o It está muito melhor classificado do que este - e com este várias vezes sofri da taquicardia e quase em todo o filme me senti desconfortável - sinal de que achei o filme um pouco pesado para o que eu estava à espera. No entanto é inegável que tem alguns discursos, algum humor despropositado que tira bastante seriedade ao filme, mas quando é para assustar, assusta, por isso creio que cumpre o seu propósito.

 

Só fiquei desgostosa com um ponto: é que as assombrações não são explicadas. Entende-se o porquê de Elise regressar àquela casa para ajudar o novo morador, que no fundo foi resolver a sua própria vida, mas não se entende o motivo de tudo aquilo ter começado e isso enerva-me. Por exemplo, recordo-me que noutro filme do género, o Terror em Amityville - o filme que mais me tirou o sono até aos dias de hoje - explicou que tudo começou porque o espírito que assombrava a casa pertencia a um antigo capataz de escravos, e que ali vivia porque antes de ser uma casa foi um cemitério, e antes de ser um cemitério foi um espaço de escravatura. Aqui senti que não houve qualquer explicação, qualquer motivo, apresentam-nos o final "é assim" e nós saímos da sala com a ideia "então tá!" e só por isso fiquei com um gostinho agridoce, mas uma coisa é certa: um filme de terror é suposto meter medo, e isso posso dizer-vos que me meteu, que me fez estremecer várias vezes, mas isso sou eu que sou muito sensível a filmes com espíritos confesso.

 

Quem é que daqui viu o filme, o que é que achou? Já agora, alguém que tenha visto os outros filmes que possa fazer-me um apanhado geral?

Saudades ❤

As saudades que eu tinha disto. De viver o blog, de viver os vossos blogs, de escrever, escrever, escrever. De vos visitar, de vos responder, de vos viver. Na realidade li-vos mais do que vos comentei, mas vocês estão sempre comigo, mesmo quando não vos comento com a regularidade que gostaria, porque o tempo não estica.

 

E agora o tempo que tinha voltou a terminar. Foi uma espécie de liberdade condicional, chegou a hora de regressar à prisão, que é como quem diz à rotina.

 

Perdoem-me por estar ausente, por parecer que não me importo, por parecer que não ligo, que não cuido. Cuido sim, quem me conhece verdadeiramente sabe que sim.

 

Digo tantas vezes que escrevo este blog por mim - e é verdade - mas isto só vale a pena, mesmo mesmo a pena, por vocês estarem desse lado. Porque só escrevo o meu blog porque leio blogs. Porque tantas vezes me inspiro em vocês e vou buscar-vos tanta sabedoria. Um blog por dia nem sabe o bem que lhe fazia. Vários blogs e vários dias faz ainda melhor. Mas não há tempo para tudo, por isso vou passando silenciosa em pezinhos de lã e tantas vezes nem dão por mim. Vou dando aqui e ali um ar de minha graça, mas muito mais silenciosa do que vos habituei.

 

São vidas... E a minha neste momento é assim. Já foi tempo em que via diariamente as minhas leituras de fio a pavio, até chegar a um ponto de aborrecimento: "Está lido, não há mais nada novo?" Sim, isto acontecia... Agora tenho sempre imenso que ler, e tanto que vai ficando para trás...

 

O que é bom acaba depressa, e apesar da minha cabeça ainda estar em modo férias, o meu corpo já é obrigado a sair da cama em modo rotina.

 

Obrigada por tudo, vamo-nos vendo por aí! <3

Porra que hoje acordei lamechas!

Curtas do dia #883

Estou a sentir-me discriminada...

 

Já há um encantador de cães. Já há uma encantadora de crianças. E então? Para quando um encantador de gatos? Isso sim, isso é que me dava já um jeitaço!

 

Mas [e agora escolham a opção que acharem correta]:

 

    a) Os gatos não podem ser encantados.

    b) Os gatos já são encantados por natureza.

    c) Ninguém gosta de gatos por isso não é um programa de interesse público.

 

P.S.: Eu até queria ver o César Millan dos gatos a controlar um gato todo assanhado em fúria prestes a arrancar-lhe os olhos. Ai queria queria, mais do que criancinhas a espernear e a gritar como se não houvesse amanhã, que essas eu já as vejo constantemente nos centros comerciais e supermercados.

 

P.S.2: E agora sim, prometo que não bato mais no ceguinho.

A Mula tinha o body mas não tinha o balance

Então o que é que fazia a Mula numa aula de bodybalance?

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Hoje trago-vos uma história antiga, numa altura em que tento organizar-me para regressar ao ginásio, recordo algumas das peripécias que me fazem ter algumas saudades deste espaço cheio de gente estranha.

 

Na altura estava a ser seguida por uma psicóloga motivacional, que me aconselhou no ginásio a experimentar de tudo, e como extremamente bem mandada que sou, experimentei todo o tipo de aulas, até aquelas aulas para os bichos (se não sabes o que é um bicho, passa por aqui) e uma dessas aulas experiência foi a aula de bodybalance, que para quem não sabe é uma aula cujo propósito é melhorar a flexibilidade e o equilíbrio, através de exercícios que põe o corpo em (des)equilíbrio.

 

Ora a parte curiosa no meio de tudo isto é que já deveria de ter presente que não é possível melhorar aquilo que não se tem. Sei lá, é como comprar uma escova quando não se tem cabelo para pentear... Eu não tenho equilíbrio, nunca tive e tenho cá para mim que nunca irei propriamente ter, ainda que uma operação que fiz em miúda aos pés tenha permitido reduzir o número de quedas e humilhações em público, continuamos a não poder chamar àquilo que tenho de equilíbrio. Por tudo isto a aula tinha, à partida, tudo para correr bem. #sóquenão

 

Anunciei-me como estreante, e a professora tentou ajudar-me em tudo o que pôde, acreditem é daqueles casos que o problema não era ela, era mesmo eu, porque imaginem uma coisa: Se para esta Mula que vos escreve já é difícil ter controlo sobre o seu próprio corpo com os dois pés bem assentes no chão imaginem em modo flamingo. Foi a risota total. Eu chorei a rir a aula toda, porque era impossível manter-me mais do que 1 segundo com um só pé no chão. Toda a gente me queria ajudar, e eu só me conseguia rir. Não sei se já fizeram alguma aula deste género, mas posso assegurar-vos que houve apenas um exercício que consegui executar na perfeição: Um em que nos deitamos na esteira, com os olhos fechados para relaxar, asseguro-vos que executei tão bem que quase adormeci.

 

No final da aula professora veio ter comigo, preocupada, dizer que nunca tinha visto ninguém com uma tão grande falta de equilíbrio - chamou-me desequilibrada é o que é - e acrescentou "mas vamos trabalhar isso! Venha cá mais frequentemente que eu ajudo-a!

 

Promissor, não?

 

E nunca mais a Mula foi à aula de bodybalance!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.